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Polícia

Jornal: PMs em formação atuaram durante protestos em São Paulo

3 jul 2013 - 08h52
(atualizado às 09h00)
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<p>Policiais ainda sem formação teriam atuado para controlar os protestos em São Paulo</p>
Policiais ainda sem formação teriam atuado para controlar os protestos em São Paulo
Foto: Fabrício Bomjardim / vc repórter

Policiais militares que ainda estão em formação na Academia do Barro Branco, responsável pela formação de tenentes, foram escalados para atuar em protestos em São Paulo, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. Quatro oficiais da PM que trabalharam nas manifestações afirmaram que cerca de 800 alunos do Barro Branco e estudantes da escola de formação de sargentos foram para a avenida Paulista e para a região central da cidade entre os dias 6 e 25 de junho. A justificativa, segundo os oficiais, foi o cansaço de parte da tropa por conta da série de protestos.

Protestos por mudanças sociais levam milhares às ruas em todo o País
Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

Como ainda estão em treinamento, os alunos da academia não possuem preparo para atuar nas ruas. Já os que frequentam a escola de formação de sargentos já são policiais e podem atuar. Segundo as fontes, policiais do setor administrativo também foram deslocados para atuarem nas ruas durante os protestos. Procurada pela publicação para comentar o assunto, o Comando da Polícia Militar não se manifestou.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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