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Polícia

Irmão de Mércia considera pena de 20 anos 'branda demais' para Mizael

Márcio Nakashima chama réu de "assassino frio" e "calculista" e diz que família esperava uma sentença exemplar

14 mar 2013 - 19h58
(atualizado às 20h05)
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14 de março - Márcio Nakashima, irmão de Mércia, chega ao fórum de Guarulhos para o quarto dia de julgamento de Mizael
14 de março - Márcio Nakashima, irmão de Mércia, chega ao fórum de Guarulhos para o quarto dia de julgamento de Mizael
Foto: Fernando Borges / Terra

O irmão de Mércia Nakashima, Márcio Nakashima, afirmou nesta quinta-feira, após a sentença que condenou Mizael Bispo dos Santos a 20 anos de prisão em regime fechado, no Fórum de Guarulhos (SP), que a pena foi considerada pela família como branda demais. Mizael foi condenado pela morte de Mércia em maio de 2010. Ela foi morta a tiros e posteriormente seu corpo foi jogado em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo.

Veja detalhes do caso Mércia 

Veja como funciona o tribunal do júri

"A pena acabou sendo muito branda. Logo esse assassino frio, calculista, vai estar na rua entre nós. Minha família ficou meio revoltada. A pena é desproporcional à gravidade do crime, à violência aplicada no crime. A falta que a Mércia vai nos fazer é imensa", disse ele.

Para o irmão de Mércia, não existe pena justa, mas o esperado pela família era uma sentença exemplar. "A impunidade é a grande produtora da criminalidade. Esperávamos uma pena alta, até superior a 30 anos", disse ele.

 A previsão é que, dentro de sete anos, Mizael poderá progredir do regime fechado para o semiaberto, em que é possível trabalhar durante o dia e somente dormir na prisão à noite. "Daqui a sete anos ele terá cumprido a sua pena e será um cidadão como nós. Esperamos que o próximo juiz (que julgar o recurso) seja mais rígido e aplique uma pena mais severa", afirmou ele.

Márcio disse que a intenção da família é virar "esse capítulo triste das nossas vidas". "Ele foi condenado por uma coisa que ele praticou, que foi a morte da Mércia", concluiu.

O caso Mércia

A advogada Mércia Nakashima desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após deixar a casa dos avós em Guarulhos, e foi encontrada morta no dia 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A perícia apontou que ela foi ferida a tiros, mas morreu por afogamento quando seu carro foi empurrado para a água.

Ex-namorado de Mércia, o policial militar reformado e advogado Mizael Bispo de Souza, 43 anos, foi apontado como principal suspeito pelo crime e denunciado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

A Promotoria também denunciou o vigia Evandro Bezerra Silva, que teria o ajudado a fugir do local. Preso em Sergipe dias depois da morte de Mércia, Evandro afirmou ter ajudado Mizael a fugir, mas alegou posteriormente que foi obrigado a confessar a participação no crime, sob tortura. Seu julgamento ocorrerá separadamente, em julho deste ano.

Mizael é condenado a 20 anos de prisão pela morte de Mércia:

Fonte: Terra
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