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Polícia

Irmã de Nardoni passa mal e é atendida na enfermaria do fórum

26 mar 2010 - 23h35
(atualizado às 23h45)
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Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A irmã do réu Alexandre Nardoni , Christiane Nardoni, passou mal na manhã desta sexta-feira durante o julgamento do familiar e da mulher dele, Anna Carolina Jatobá, ambos acusados de matar a menina Isabella em 2008. Ela sentiu-se indisposta, reclamou de enjoos e foi atendida na enfermaria do Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista, segundo informou nesta noite a advogada assistente do casal, Roseli Soglio.

Polícia aumenta efetivo no último dia do julgamento:

No entanto, de acordo com a defesa, Cristiane já acordou indisposta e se medicou em casa. Mesmo assim, quis ir ao fórum acompanhar o último dia do júri do irmão. Na plateia, ela teve que uma queda de pressão e acabou socorrida pela equipe médica à disposição no julgamento.

Na quinta-feira, enquanto era interrogado, Alexandre Nardoni chorou ao ver Christiane. Acompanhada da mãe, a irmã se levantou e foi até a frente com um terço na mão. Os três choraram. As duas voltaram aos seus lugares e Christiane fez uma oração com a mão levantada ao céu.

Após um intervalo de uma hora para janta, o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobbá foi retomado no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. Às 22h10, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, se reuniu na sala secreta para a votação dos quesitos.

Cerca de 30 minutos antes, o Tribubal de Justiça divulgou as 11 perguntas formuladas para o júri do casal, acusado de matar Isabella em 2008. O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a apuração da votação secreta. Em seguida, o magistrado fará a leitura da decisão do júri no Plenário, o que está previsto para o início da madrugada de sábado, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.

Quesitos

1A - A esganadura causou a morte? 1B - Ela (vítima) foi lançada ela janela?

2A - Alexandre deixou de socorrer a vítima durante a esganadura? 2B - Foi ele (Alexandre) que a jogou pela janela?

3 - O jurado absolve o réu?

4A - O crime foi cometido de forma cruel (esganadura)? 4B - O crime foi cometido de forma cruel (lançamento pela janela)?

5A - Houve emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima durante a esganadura? 5B - Houve emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima durante o lançamento pela janela?

6 - O crime foi cometido para esconder a esganadura?

7 - O crime doi cometido contra menor de 14 anos?

8 - Mexeram no local do crime?

9 - Eles lavaram a roupa para impedir a coleta de prova?

10 - O jurado absolve o réu?

11 - Ele (Alexandre) fez isso para eximir-se da culpa?

O caso

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

Fonte: Redação Terra
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