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Polícia

Ex-médico acusado de mortes é condenado por diploma falso

15 mai 2009 - 21h09
(atualizado às 21h12)
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Márcio Leijoto

Direto de Goiânia

O ex-médico Denísio Marcelo Caron, 46 anos, acusado pela morte de cinco pacientes submetidas a cirurgias de lipoaspiração, foi condenado nesta sexta-feira por uso de diploma falso de especialização em cirurgia plástica. Caron pegou uma pena de 3 anos e meio de prisão, que foram convertidos em prestação de serviços comunitários de uma hora por dia durante o tempo de condenação, mais uma multa no valor de dez salários mínimos que serão pagos a uma entidade filantrópica.

A Justiça Federal de Goiás acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que pediu uma pena acentuada já que o crime teve a intenção de obter vantagem econômica. Para o MPF, o crime de Caron é ainda mais grave visto que ele nem sequer realizou residência em cirurgia plástica.

Apesar de apenas o Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estarem aptos a fornecer o diploma de especialização em cirurgia, o ex-médico conseguiu um emitido por um hospital público de São Paulo (SP).

"Eu assinei um certificado de estágio para o Marcelo Caron e não um certificado de especialização em cirurgia plástica", explicou em depoimento Nassif Ballura Neto, testemunha no processo e diretora do hospital na época, segundo nota do MPF de Goiás. A testemunha diz ainda que Caron "sempre entrava nas cirurgias na condição de auxiliar".

O juiz federal Marcelo Meireles Lobão considerou houve falha do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), já que este não desempenhou com eficácia seu papel fiscalizador, permitindo que Caron atuasse com diploma falso. O médico conseguiu autorização do Conselho Regional de Medicina para atuar em Goiás como cirurgião plástico.

Mortes
O ex-médico havia sido condenado no dia 14 de abril a oito anos de prisão, em regime semi-aberto, pelo homicídio da advogada Janet Virgínia Novaeis Falleiro de Figueiredo, 41 anos, em janeiro de 2001. Ela morreu por causa de complicações após uma lipoaspiração realizada por Caron.

Além desta e de outras quatro mortes, Caron é acusado pelo MP goiano e do Distrito Federal por ter provocado lesões em 29 pacientes em Goiás e em Brasília. Todos estes supostos erros médicos ocorreram entre 2000 e 2002.

Fonte: Especial para Terra
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