Ex-funcionário terceirizado é preso por suspeita de participar do roubo na USP
Homem de 27 anos foi capturado no bairro do Jaguaré, em São Paulo, após ter sido identificado por imagens e testemunhas
Um homem de 27 anos foi preso, nesta quarta-feira, 11, por suspeita de envolvimento no roubo realizado em um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste de São Paulo, na virada do ano. De acordo com a Polícia Civil, ele é um ex-funcionário terceirizado da instituição.
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O caso ocorreu na noite entre o dia 31 de dezembro e 1º de janeiro, no laboratório de elevação de temperatura do Instituto de Energia e Ambiente da USP às 23h57. Os suspeitos renderam os vigilantes do prédio localizado na Cidade Universitária, no Butantã, e levaram pertences dos funcionários e também objetos do laboratório, como equipamentos eletrônicos e fios de cobre.
O suspeito, que não teve a identidade revelada, foi capturado no bairro do Jaguaré, na capital paulista, por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ele foi identificado por meio de imagens, depoimentos de testemunhas e análise de dados telefônicos.
Ainda segundo a Polícia Civil, ele continua à disposição da Justiça, enquanto a investigação segue para identificar os demais envolvidos e recuperar os itens. O caso foi registrado no Deic como associação criminosa.
Crime ‘longamente planejado’
Ao jornal o Estado de S. Paulo, o vice-diretor do IEE, professor Ildo Sauer, afirmou na época do crime que os fios e cordoalhas de cobre especial roubado seriam usados em experimentos energéticos. Além do material, também foram levados dois computadores com softwares contendo projetos que vêm sendo desenvolvidos há mais de dez anos.
Sauer também declarou que o roubo tinha sido "longamente planejado". Ele já cogitava a possibilidade de uma possível infiltração. "Para obter a senha de acesso, eles podem até ter infiltrado alguém lá no meio de nós", disse.
"Se forem vender como sucata, pelo peso do cobre, talvez arrecadem de R$ 20 mil a R$ 40 mil. Mas, para nós, o custo de reposição será muito maior, pois era um material especial para experimentação científica", acrescentou o vice-diretor do IEE.