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Espingarda apreendida em nome de Bolsonaro tem bandeira do Brasil pintada; veja

Armamento em nome de Bolsonaro foi apreendido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS)

11 jul 2026 - 12h21
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Armamento em nome de Bolsonaro foi apreendido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).
Armamento em nome de Bolsonaro foi apreendido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).
Foto: Reprodução/Polícia Federal

O relatório da Polícia Federal sobre a espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendida na última quarta-feira, 9, mostra que o armamento tem uma pintura da bandeira do Brasil. A apreensão ocorreu em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). 

Segundo a PF informou ao Supremo Tribunal Federal, a espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 mm, estava sob a guarda de uma empresa de armamentos. Ela teria sido adquirida em 2022, mas nunca foi retirada, conforme o documento ao qual o Terra teve acesso. 

Na manhã de quarta, o homem que estava com a arma entrou em contato com a delegacia da cidade, voluntariamente, e relatou a impossibilidade jurídica de fazer o transporte até a sede da PF, pois não tinha autorização, já que o registro não estava em seu nome.

Ainda de acordo com o reltório, ele solicitou que os agentes fossem até a sua residência para fazer a retirada. Por volta das 15h, os policiais foram até o local e realizaram a busca pelo apartamento, encontrando-o guardado em uma case rígida, junto dos carregadores de municiados. Além da bandeira, a espingarda também tinha a inscrição "Ordem e Progresso".

Ação na casa de Bolsonaro

Horas antes, a PF havia cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidênte, onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília, para tentar encontrar armas, munições, acessórios e documentos de registro que pudessem estar no local. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

João Henrique de Freitas, um dos advogados de Bolsonaro, disse que nada foi encontrado e classificou a ação como "lamentável".

"A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", afirmou. 

PF faz buscas na casa de Bolsonaro à procura de de armas e munições, diz jornal:

As buscas acontecem depois do Exército ter entregado seis das oito armas do ex-presidente, depois que uma foi apreendida em uma blitz no Distrito Federal em junho. Em ofício, a corporação afirmou que duas não estavam sob sua custódia: uma pistola Glock calibre nove milímetros e a espingarda calibre 12, apreendida mais tarde. 

Conforme a defesa de Bolsonaro, a pistola é a mesma apreendida durante uma blitz em posse de militar que atua na segurança de Bolsonaro e se encontra acautelada pela Polícia Civil do Distrito Federal. Já a espingarda, afirmam os advogados, foi dada de presente a Bolsonaro, mas nunca chegou a ser retirada e permanece sob a guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS).

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Foto: Ton Lima / STF

Em sua decisão autorizando a busca e apreensão na residência de Bolsonaro, Moraes argumentou que há divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome de Bolsonaro e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, descumprindo a determinação judicial.

O ministro também pontuou que, embora a defesa sustente que uma das armas nunca chegou a ser retirada, isso "evidencia inconsistência das informações prestadas pelo condenado". "Isso porque a versão apresentada diverge dos dados constantes dos registros existentes e não foi acompanhada de documentação idônea capaz de comprovar a efetiva localização do armamento, a identidade do suposto depositário ou a regularidade da alegada custódia", destacou.

"Na presente hipótese, a discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado Jair Messias Bolsonaro", acrescentou Moraes na decisão.

Fonte: Portal Terra
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