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Polícia

Empresário morto no Autódromo de Interlagos: o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso

Adalberto Amarilio Júnior, de 35 anos, foi encontrado em um buraco de obras no dia 3 de junho

20 jul 2025 - 14h57
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Resumo
O empresário Adalberto Amarilio Júnior, de 35 anos, foi encontrado morto em junho no Autódromo de Interlagos, sem suspeitos identificados até o momento; cinco investigados ligados à segurança do evento permanecem sob análise, mas a autoria e motivação do crime ainda não foram esclarecidas.
Corpo do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior foi encontrado em uma área em obras do Autódromo de Interlagos.
Corpo do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior foi encontrado em uma área em obras do Autódromo de Interlagos.
Foto: Facebook/Juni Or/Reprodução / Estadão

Quase dois meses após o corpo de Adalberto Amarilio Júnior ter sido encontrado em um buraco de obras no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, muitos questionamentos ainda seguem abertos. Até o momento, não há suspeitos pela morte do empresário de 35 anos. O que se tem são cinco investigados, ligados à equipe de segurança que estava à frente do evento do qual ele participava na noite do crime

A linha do tempo ainda está sendo montada pelas autoridades. Tudo teria acontecido durante um festival de motos na Zona Sul da capital paulista. Antes de desaparecer, Adalberto teria avisado a um amigo que contornaria o local para buscar seu carro, que estava parado no estacionamento.

Desde então, ele não foi mais visto com vida. No dia 3 de junho, seu corpo foi encontrado na região, quatro dias após seu sumiço. Até o momento, a polícia acredita que Adalberto foi morto antes mesmo de alcançar o veículo

“Ninguém apanhando ou sendo arrastado fecha o carro e guarda a chave no bolso [da jaqueta] com um zíper. O carro estaria aberto, bagunçado, o que não foi o caso. Ele não chegou no carro”, afirmou Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, 18.

Caso do empresário morto em Interlagos segue sem solução há um mês
Caso do empresário morto em Interlagos segue sem solução há um mês
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Homicídio por asfixia

Quando foi localizado, o corpo de Adalberto estava apenas de cuecas e sem lesões externas. Com ele também havia um capacete quebrado -- que, conforme apontam as investigações, não foi usado para agredi-lo.

Ainda em junho, laudos periciais confirmaram que o homicídio foi causado por asfixia. No entanto, ainda não se sabe se foi provocado ou por constrição torácica, quando uma forte pressão no tórax impede a respiração normal. Exames toxicológicos também foram feitos em Adalberto, mas deram negativos tanto para álcool, como para drogas. 

Outro questionamento em aberto é sobre a condição em que Adalberto foi posto no buraco: se ainda vivo ou já morto. As investigações apontam apenas que a morte teria sido lenta e agonizante

Mandados de busca e apreensão

Também nesta sexta, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na capital paulista. No total, foram apreendidos sete aparelhos celulares e cinco computadores pertencentes a quatro investigados, todos diretamente ligados à equipe de segurança do evento. Um deles ainda não foi encontrado pela polícia.

Agora, os aparelhos eletrônicos apreendidos serão analisados. No entanto, a diretora do DHPP revelou que os celulares confiscados já estavam, curiosamente, com todas as mensagens apagadas.

Adalberto Amarilio dos Santos Junior desapareceu após evento em Interlagos e foi encontrado morto dias depois
Adalberto Amarilio dos Santos Junior desapareceu após evento em Interlagos e foi encontrado morto dias depois
Foto: Sabrina Santos/Divulgação / Estadão

Até o momento, quatro investigados foram levados à delegacia, mas nenhuma informação relevante para o caso foi colhida. Isso porque eles foram orientados pelas suas defesas a não falarem e permaneceram em silêncio. 

Nome chamou a atenção das autoridades

O nome que chamou mais atenção das autoridades foi o lutador de jiu-jitsu Leandro de Tallis Pinheiro. O motivo é a presença de munições de arma de fogo em sua casa, encontradas durante a busca e apreensão. O investigado não soube explicar o porquê guardava o material e foi autuado, mas pagou a fiança e foi liberado em seguida. 

Leandro de Tallis Pinheiro também já tem passagens pela polícia por furto, associação criminosa e ameaça. A identidade dos demais investigados não foi revelada pelas autoridades policiais.

Mesmo com os novos avanços, ainda não é possível atribuir a autoria do crime a nenhum dos investigados.

A motivação do assassinato também segue em aberto. Segundo a Polícia Civil, por mais que seja a principal linha da investigação, ainda não é possível definir com precisão que a morte foi consequência de uma briga entre o empresário e os seguranças que trabalhavam no Autódromo. O que avaliam é que quem matou o empresário não agiu sozinho.

Fonte: Redação Terra
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