Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Delegados depõem em SP sobre caso da escrivã despida à força

25 ago 2011 - 12h33
Compartilhar

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, na Assembleia Legistativa de São Paulo, ouviu na quarta-feira os delegados Emílio Antonio Pascoal, ex-chefe da Divisão de Operações Policiais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, e os delegados Gustavo Henrique Gonçalves e Renzo Aanti Barbin, envolvidos no caso da ex-escrivã que foi despida em uma operação policial no 25º DP, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

Gustavo Henrique, que estava na operação, disse que a escrivã Vanessa ficou exaltada e resistiu ao ser revistada diante de homens. "Todos ficaram muito tensos", disse ele, ao lembrar que a operação se desenvolveu em circunstâncias em que havia policiais armados dos dois lados, tanto da Corregedoria quanto do 25º DP. Apesar da suspeita da escrivã estar escondendo dinheiro sob as roupas, Gustavo alegou que a atitude de tirar a roupa da suspeita foi inesperada. "Acredito que não precisava haver exposição. Policiais femininos presentes poderiam retirar as provas sem essa exposição". Acrescentou ainda que chegou a sugerir que Vanessa fosse levada à Corregedoria para ser revistada, mas que essa decisão não cabia a ele, que era apenas um subordinado do delegado Eduardo Henrique de Carvalho.

Já o chefe da Divisão, Emilio Antonio Paschoal, declarou que se ele estivesse lá, estes abusos não teriam acontecido. "O episódio não teria se lá estivesse pessoalmente", disse. As declarações batem com o depoimento do segundo delegado a prestar depoimento, Renzo Barbin, que confirmou que o chefe da Divisão orientou, por telefone, que a averiguação fosse feita dentro das regras legais.

Porém, no depoimento do delegado que coordenou a operação, Eduardo Henrique de Carvalho, a versão foi outra. Segundo Eduardo, Emilio Paschoal teria determinado que deixassem Vanessa nua se necessário.

Os três delegados que depuseram nesta quarta-feira foram transferidos de seus postos. Emílio Paschoal deixou a Divisão de Operações Policias em julho de 2009, mas continua nos quadros da Corregedoria. Já os dois delegados que deram suporte à diligência no 25º DP foram transferidos após a divulgação das gravações pela mídia. Gustavo Henrique de Carvalho Filho trabalha hoje no plantão noturno do Denarc e Renzo Santi Barbin em um distrito de Lençóis Paulista.

O caso

O vídeo foi gravado em 2009 depois de denúncia feita à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, em junho daquele ano, por um homem que afirmou que a ex-escrivã teria pedido dinheiro para não incluí-lo em uma investigação sobre porte de munição. Ela foi considerada culpada no processo administrativo movido pela Polícia Civil e demitida em novembro de 2010.

A gravação mostra a escrivã sendo submetida à revista íntima e despida à força durante investigação conduzida por agentes da Corregedoria. Toda a ação foi gravada em vídeo, que só veio ao conhecimento público em fevereiro deste ano, quando uma emissora de televisão divulgou as imagens.

Vídeo de escrivã despida à força gera crise na Polícia Civil de SP:
Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra