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Polícia

Colar com imagem de Pablo Escobar é apreendido em operação que prendeu MC Ryan SP e Poze do Rodo

Além do colar, também foram apreendidos vários carros de luxo, armas e dinheiro em espécie

15 abr 2026 - 11h04
(atualizado às 13h25)
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Operação da PF contra MCs apreende carros de luxo, relógios de grife e dinheiro em espécie:

A Polícia Federal apreendeu um colar com imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar durante a operação realizada nesta quarta-feira, 15, que prendeu os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página do Instagram Choquei

A imagem do famoso traficante morto em 1993 estava numa moldura dentro do mapa do Estado de São Paulo. Até o momento, os investigadores não disseram a quem pertencia o objeto.

Além disso, também foram confiscados pela PF armas, relógios, vários carros de luxo, dinheiro em espécie e outros bens de alto valor. 

Colar com imagem de Pablo Escobar é apreendido em operação que prendeu MC Ryan SP e Poze do Rodo
Colar com imagem de Pablo Escobar é apreendido em operação que prendeu MC Ryan SP e Poze do Rodo
Foto: Reprodução/TV Globo

A Operação Narco Fluxo investiga um esquema de mais de R$ 1,6 bilhão de lavagem de dinheiro e busca desarticular o grupo criminoso que realizou a movimentação ilícita de dinheiro e criptoativos no Brasil e no exterior, num período de menos de 24 meses. 

PF apreendeu dinheiro, documentos e até armas durante a ação
PF apreendeu dinheiro, documentos e até armas durante a ação
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Investigação

A operação desta quarta tem o objetivo de desarticular associação criminosa voltada à movimentação ilícita de dinheiro e criptoativos no Brasil e no exterior. A ação é um desdobramento da Narco Bet, deflagrada no fim de 2025, que mirou estrutura de lavagem de dinheiro oriundo de atividades que vão do tráfico de drogas, operações de bets ilegais e rifas ilegais. 

Ao todo, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão, além de 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), nas cidades da capital paulista, em Santos, Guarujá, Praia Grande, São Bernardo do Campo e Campinas, entre outros no estado; além de municípios do Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Nos endereços, foram apreendidos R$ 20 milhões em carros de luxo, relógios de marca, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.

Carros de luxo também foram apreendidos
Carros de luxo também foram apreendidos
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Além dos mandados, a Justiça determinou o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias para interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. O bloqueio de valores autorizado é de R$ 1,6 bilhão, correspondente ao montante movimentado em menos de 24 meses. 

Como funcionava o esquema

À imprensa, Marcelo Alberto Maceiras, Delegado Regional de Polícia Judiciária da PF em São Paulo, explicou a função dos influenciadores no esquema criminoso: “Dentro da engrenagem criminosa, se utilizam de pessoas com grande visibilidade para fazer a propaganda dessas empresas ilegais e para movimentar o dinheiro de forma a não chamar a atenção” 

“Essas pessoas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes quantias sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos, então são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações dessa estrutura de lavagem”, diz Maceiras. 

O delegado destaca que a operação da PF seguiu o ‘caminho’ do dinheiro lavado que, na ponta, se ressaltava no patrimônio das figuras públicas na forma de “grandes festas, veículos e imóveis luxuosos”. 

O esquema de lavagem, segundo Maceiras, era facilitado com o uso de processadoras de pagamento, empresas com as quais os criminosos conseguiam movimentar grandes valores e, através delas, avançar às fases finais do esquema, como a descentralização dos recursos, uso de contas de passagens e laranjas, para dificultar o rastreio. 

O delegado explicou, ainda, que parte do dinheiro lavado era oriundo do tráfico de drogas: “Fatalmente chegamos nas facções criminosas, sem entrar no mérito de ser PCC ou não, mas a investigação demonstra que parte do dinheiro captado e depois despejado nessa estrutura é oriunda do tráfico”.

Presos

Entre os presos, está MC Ryan SP, que foi capturado em um apartamento na Riviera de São Lourenço, bairro de luxo localizado em Bertioga, no litoral de São Paulo, durante uma festa. Ryan usaria seus 15 milhões de seguidores para justificar seu patrimônio e neutralizar alertas de compliance, segundo as investigações.

MC Ryan SP e Poze do Rodo são presos em operação da PF contra lavagem de dinheiro:

Já Poze do Rodo foi preso em sua casa, que fica em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, enquanto o influenciador Raphael Sousa Oliveira foi capturado em Goiânia (GO). Ainda não está clara qual a participação do dono da Choquei no esquema. 

O Terra entrou em contato com a defesa de MC Poze do Rodo, mas não teve retorno. À TV Globo, os advogados afirmaram que desconhecem o teor dos autos e também do mandado de prisão, mas que vão se manifestar assim que tiverem as informações. Ainda segundo o parecer, será pedida a liberdade do cantor e os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário. 

A defesa de MC Ryan SP e de Raphael Sousa não foram localizadas até o momento.

Fonte: Portal Terra
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