Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Polícia

Caso Yoki: depoimento de babá do casal Matsunaga é adiado

12 nov 2012 - 18h59
(atualizado às 19h01)
Compartilhar
Marina Novaes
Direto de São Paulo

O depoimento de Maricéia José Gonçalves dos Santos, a babá que cuidava da filha de Marcos e Elize Matsunaga, marcado para esta segunda-feira, foi adiado após a defesa de Elize insistir em ouvir outra testemunha do caso que não foi localizada, a suposta amante de Marcos, Nathalia Vila Real Lima, apontada como pivô do crime.

Tremembé, a prisão dos crimes 'famosos'

Quando a paixão vira ódio. Veja outros crimes passionais

Confira crimes que chocaram pela brutalidade

A Justiça de São Paulo ouviu hoje, no Fórum Criminal da Barra Funda, quatro pessoas. O primeiro foi o delegado Valter Sergio de Abreu, que participou da fase inicial das investigações, quando o corpo da vítima ainda não havia sido localizado e o caso era tratado como sequestro.

A segunda pessoa a depor foi uma prima de Marcos, Cecilia Yone Nishioka, que falou por mais de uma hora sobre o relacionamento do casal. Ela, entretanto, pediu para que Elize fosse retirada do plenário - a acusada tem direito de assistir aos depoimentos, desde que as testemunhas não se oponham. Dois perito criminais também foram ouvidos, além de outras cinco testemunhas que já prestaram depoimento à Justiça no dia 10 de outubro.

O caso

Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio deste ano. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado.

Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Eles eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.

De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem.

Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.

Em depoimento, dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha.

No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

Elize deixa a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, para ser transferência ao Complexo Penitenciário de Tremembé
Elize deixa a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, para ser transferência ao Complexo Penitenciário de Tremembé
Foto: Diogo Moreira/Frame / Terra
Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra