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Promotoria diz que esperava pena maior para Bruno e anuncia que vai recorrer

8 mar 2013 02h56
| atualizado às 08h27
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<p>Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão</p>
Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão
Foto: Marcelo Albert / TJMG / Divulgação

A promotoria anunciou na madrugada desta sexta-feira que vai recorrer da decisão que sentenciou o goleiro Bruno Fernandes a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio. De acordo com o promotor Henry Vasconcelos, a pena mínima esperada variava de 28 a 30 anos.

“A promotoria e3stá satisfeita com o resultado alcançado. Mas diante da pena, obstante irrestrito respeito pela juíza, recorrerá ao tribunal para buscar uma somatória mais acentuada por entender a gravidade do crime”, afirmou o promotor.

Vasconcelos ressaltou que considera a condenação de Bruno como uma “tarefa cumprida”, e ressaltou que vai buscar, agora, a punição para o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, acusado de executar e ocultar o corpo de Eliza. O promotor classificou o assassinato da ex-amante de Bruno como “bárbaro, cruel e covarde”.

Ele acrescentou ter ficado satisfeito com a absolvição da ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues. A promotoria recomendou que Dayanne fosse isenta da responsabilidade pelo sequestro do filho de Bruno e Eliza.

“Entendo que ela, ao colaborar para o sequestro, o fez em situação de coação moral irresistível”, observou.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. O julgamento de Bruno e de Dayane Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi remarcado para 4 de março de 2013. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013. 

Fonte: Terra
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