Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Caso Bruno

Macarrão diz que sangue em carro de Bruno era de Eliza

21 jul 2011 - 11h23
(atualizado às 18h20)
Compartilhar

O detento Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, admitiu na quarta-feira que o sangue encontrado no carro do goleiro Bruno era de Eliza Samudio, de cujo desaparecimento ele é um dos suspeitos de envolvimento. A afirmação foi feita em entrevista ao deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que visitou Macarrão no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem. A conversa foi gravada pela emissora de televisão da Assembleia Legislativa mineira.

Bruno chorou durante audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de MG
Bruno chorou durante audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de MG
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

Alertado por Durval de que as provas que apontam que Eliza esteve no carro do goleiro Bruno antes de desaparecer eram muito fortes, Macarrão garantiu nunca ter negado que o sangue encontrado no veículo era dela. "Nunca mentimos esse negócio do sangue. Nunca mentimos que o sangue que estava lá era de Eliza. Não falei porque meu advogado nunca deixou, não porque não quis. Eu sempre quis falar", disse o amigo de Bruno.

O advogado de Macarrão na época em que ele foi interrogado pela Justiça era o atual defensor de Bruno, Claudio Dalledone Júnior. Em nota, ele confirmou a orientação, na época, para o cliente manter-se em silêncio, mas afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com os outros advogados do réu, Wasley Vasconcelos e Américo Leal. No comunicado, ele acrescentou que não defendia o amigo de Bruno na fase do inquérito policial.

Macarrão também reclamou do tratamento que recebe na prisão, afirmando que é uma "carta marcada". "Infelizmente, aqui dentro sou uma carta marcada. Tudo é mais difícil comigo", lamentou. Apesar disso, no vídeo divulgado, ele negou que tenha tido problemas com outros detentos ou que tenha sido ameaçado.

O caso Bruno

Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.

Fonte: Lancepress!
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra