PUBLICIDADE

Goleiro Bruno poderá ser transferido de presídio

15 abr 2014 21h43
| atualizado às 21h44
ver comentários
Publicidade

Os advogados do goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte da mãe de seu filho, entregaram à Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) de Minas Gerais um documento que indica que o o juiz da Vara de Execuções Penais de Contagem, Wagner Cavallieri, não se opõe à transferência do atleta para Montes Claros.

Caso Bruno: onde estão os personagens do crime? 
Veja mais de 30 crimes que abalaram o País
Veja jogadores que estiveram nas páginas policiais
Veja frases marcantes do caso Bruno
Veja as Mulheres do caso Bruno
Como funciona o Tribunal do Júri

Segundo a Suapi, o pedido, que ainda será analisado, pede uma permuta de presos – sendo que outro detento de Montes Claros já aceitou a transferência. A subsecretaria afirma que não há previsão para o pedido de transferência ser analisado.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/30-crimes-que-abalaram-o-brasil/" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/30-crimes-que-abalaram-o-brasil/">Crimes que abalaram o Brasil</a>

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão.

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado.No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

Fonte: Terra
Publicidade
Publicidade