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Polícia

Brasileiros vítimas de tráfico de seres humanos chegam ao País

11 jun 2010 - 23h16
(atualizado às 23h28)
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Um grupo de 10 brasileiros que teriam sido vítimas de uma rede internacional de tráfico de seres humanos na Turquia chegou, nesta sexta-feira, ao Brasil. Os integrantes da Companhia Gafieira Brasil desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, e foram ouvidos até às 22h45 pela Polícia Federal à pedido do Ministério das Relações Exteriores.

Os integrantes da companhia, acusados de matar um empresário turco, afirmam que foram enganados e mantidos em cárcere privado em uma fazenda na Turquia. Segundo o cônsul-geral do Brasil na Turquia, Michael Gepp, os artistas foram vítimas de uma rede internacional de tráfico de seres humanos, drogas, armas e lavagem de dinheiro, que possui ramificações no Rio de Janeiro e São Paulo. "Outros brasileiros já caíram nessa armadilha", disse, afirmando que o empresário turco tem passagens pela polícia e é investigado pela Interpol.

A Companhia Gafieira Brasil, que difunde a cultura afro-brasileira, deixou o Brasil em abril. Eles dizem que foram presos e ameaçados de morte pelo empresário turco Öner Bayran, que os contratou para uma temporada de seis meses de shows em Istambul e outras cidades turcas.

Segundo o grupo, o empresário teria prometido um cachê de US$ 10 mil (R$ 18 mil) por mês, além de hospedagem e três refeições diárias. No entanto, após não receber o dinheiro, o dono da companhia, Paulo Franco, 28 anos, acreditou ter sido vítima de uma rede internacional de tráfico de seres humanos.

Paulo relatou em emails enviados à mãe, a artista plástica Sheila Franco, que foi ameaçado e agredido pelo empresário. De acordo com ele, o grupo foi alojado em condições sub-humanas em um hotel fazenda abandonado, em Bodrun, chegando a passar fome.

Eles não conseguiram o visto de trabalho, porque o empresário os manteve no país como turistas. Os brasileiros ficaram detidos por oito horas em uma delegacia de Bodrun, sob ameaça de terem os passaportes confiscados e serem deportados.

Sheila, que é membro da membro da Comissão Jurídica de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), recorreu ao advogado Carlos Nicodemos, que acionou o Consulado do Brasil na Turquia para conseguir a liberação do grupo.

Com informações do JBOnline.

Fonte: Redação Terra
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