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Polícia

Bebê agredido em Jundiaí deixa hospital

20 mar 2009 - 19h27
(atualizado às 23h15)
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Rose Mary de Souza

Direto de São Paulo

O bebê de 1 ano e 2 meses que foi agredido supostamente pela prostituta Valdecina Alves Almeida, 33 anos, teve alta do Hospital Universitário de Jundiaí nesta sexta-feira. Segundo a equipe médica, ele passa bem e precisará apenas fazer compressas nos ferimentos. Valdecina foi presa em flagrante no último dia 18.

Luciane concede entrevista coletiva com o filho de 1 ano
Luciane concede entrevista coletiva com o filho de 1 ano
Foto: Rose Mary de Sousa / Especial para Terra

A criança chegou ao hospital com quadro de traumatismo craniano, contusões, hematomas, escoriações e queimaduras por todo o corpo. Valdecina também é suspeita de agredir a mãe do bebê, Luciene Barbosa, 19 anos, que trabalhava como babá e morava em sua casa desde janeiro.

Lucilene concedeu entrevista coletiva na casa da vendedora comercial Cristiane Aparecida de Lara, que, comovida com a história, acolheu a jovem. Ela afirmou que tem muito medo que Valdecina fuja da cadeia e vá atrás dela. A babá contou que era constantemente ameaçada pela ex-patroa. "Ela dizia: eu conheço muitos capangas, se você me denunciar eu vou pedir para eles te dares um corretivo", relatou.

A jovem também contou que seu filho ficou traumatizado com as agressões e sente medo ao ver mulheres loiras, como Valdecina. A babá, que começou a trabalhar na casa no inicio do ano, afirmou que as agressões começaram em fevereiro.

Volta para a Bahia

Lucilene contou que pretende voltar para a casa de sua família, em Serra do Ramalho, no interior da Bahia. Lá, a jovem trabalhava em uma lauvora de feijão com seus pais, até receber a proposta da prostituta para trabalhar como babá na residência dela. A jovem receberia R$ 350 por mês e moradia.

A babá deve passar mais alguns dias em Jundiaí devido a formalidades do inquérito policial.

Transferência

Valdecina Almeida foi transferida da cadeia de Itupeva para Campinas após um protesto de detentas. Ao chegar na cidade, o delegado Kleber Antonio Torquato Altale, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter 2 - Campinas), pediu para que ela não ficasse detida lá, devido ao risco de uma possível rebelião.

No início da tarde, Valdecina foi levada para a penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 147 km de São Paulo, segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Fonte: Especial para Terra
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