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Polícia

Advogado da OAB nega coação policial a vigia no caso Mércia

Evandro Bezerra, apontado como co-autor do crime, não sofreu qualquer tipo de coação durante o seu depoimento à polícia, segundo o defensor

12 mar 2013 - 17h36
(atualizado às 17h43)
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Mizael chega escoltado pela polícia para o segundo dia de seu julgamento no Fórum de Guarulhos
Mizael chega escoltado pela polícia para o segundo dia de seu julgamento no Fórum de Guarulhos
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

O advogado Arles Gonçalves Júnior, presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) - quinta testemunha de acusação a ser ouvida no julgamento de Mizael Bispo de Souza, acusado pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima, em maio de 2010 - afirmou nesta terça-feira, no Fórum de Guarulhos, que o vigia Evandro Bezerra da Silva, apontado como co-autor do crime, não sofreu qualquer tipo de coação durante o seu depoimento à polícia paulista. 

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Gonçalves Júnior acompanhou também a reconstituição do crime, na represa de Nazaré Paulista, local onde foi encontrado o veículo e o corpo de Mércia. De acordo com o advogado, o trato policial com o então acusado não é o mesmo dispensado por um juiz de direito ou um promotor, mas disse não ter observado nenhum abuso policial. 

"No final da conversa, logo após a coleta das informações, um dos policiais disse que ele precisava os ajudar senão Evandro ia acabar se ferrando. Mas não me recordo de palavras de baixo calão. Não vi maldade na forma com que ele falou. Tudo já tinha sido dito. Não se alterou nada depois dessa conversa mais chula", disse ele.

Gonçalves Júnior disse que foi designado pela seção paulista da OAB para acompanhar o caso, já que Mércia era advogada registrada na entidade. "No início, a investigação era sobre desaparecimento. Costumamos acompanhar inquéritos em caso de advogados assassinados, se o crime ocorreu em razão da profissão ou não", disse ele. O advogado conta que foi acompanhar o interrogatório de Evandro, chamado pelo delegado geral à época, Marco Antonio Desgualdo.

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Gonçalves Júnior informou que para acompanhar a reconstituição do crime, ele foi até a represa de Nazaré Paulista em companhia do delegado Antonio Assunção de Olim, responsável pela investigação, e do promotor Rodrigo Merli Antunes. "Se eu não fosse de viatura nunca teria chegado lá. Pedi ao doutor Desgualdo para ir de viatura", disse ele, que no local presenciou um desentendimento entre o advogado de Mizael Samir Haddad Júnior e o irmão da vítima, Márcio Massami Nakashima.

O advogado de defesa de Mizael Ivon Ribeiro chegou a se desentender com a testemunha, dizendo que ela tinha memória seletiva. O juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano chegou a intervir, afirmou que o advogado estava ofendendo a testemunha. "Dizendo que só lembra o que me interessa, está me ofendendo", disse Gonçalves Júnior.

Fonte: Terra
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