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'Abracei ele toda manhã', diz professora de aluno morto em chacina em SP

Menino de 13 anos foi morto junto com os pais e mais dois familiares em Brasilândia, zona norte de São Paulo

6 ago 2013
10h33
atualizado às 15h52
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<p>A escola onde o menino de 13 anos estudava ficou fechada nesta terça-feira, após o crime na Brasilândia</p>
A escola onde o menino de 13 anos estudava ficou fechada nesta terça-feira, após o crime na Brasilândia
Foto: Fábio Santos / Terra

Em seu perfil no Facebook, a professora Ana Paula Pigatto Alegre disse estar "arrasada" após a morte do menino Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, em uma chacina na noite da última segunda-feira na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Além dele, foram executados o sargento Luis Marcelo Pesseghini, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a mulher dele, Andreia Regina Bovo Pesseghini, cabo da PM, a mãe de Andreia e uma tia dela.

"Está sendo muito difícil. Uma dor que não se explica. Dei aula para ele hoje, conversei, brinquei, dei risada, dei um abraço tão gostoso e agora acabou. (...) Meu aluno querido hoje acabou sendo assassinado, ele e toda a sua família. (...) Estou arrasada sim, não consigo parar de chorar. Abracei tanto ele hoje de manhã, acabou sendo minha despedida", afirmou Ana Paula.

Dois policiais civis foram na manhã desta terça-feira à escola onde o menino estudava. O Colégio Stella Rodrigues ficou fechado hoje devido ao crime. Todas as vítimas foram mortas a tiros sob circunstâncias que ainda não foram esclarecidas. Porém, a Polícia Militar descartou que a chacina tenha sido um ataque. 

Os investigadores devem pedir à direção da escola para ter acesso às imagens das câmeras de segurança. Eles buscam descobrir por que o carro de Andreia estava estacionado em frente ao colégio.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

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Fonte: Terra
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