PE: pela 3ª vez em 1 mês, campanha do desarmamento recebe granada
Homem disse a policiais que recebeu arsenal de guerra de parente já falecido, que trabalhara como armeiro do Exército
Como parte dos esforços da campanha do desarmamento, policiais federais receberam nesta segunda-feira, no Recife (PE), uma granada de morteiro e outras munições de uso exclusivo das Forças Armadas. Os artefatos, de alto poder de destruição, estavam guardados na residência de um morador, que os entregou voluntariamente à Polícia Federal (PF). Esta é a terceira vez em menos de um mês que um voluntário entrega uma granada à campanha em Pernambuco.
Além da granada de morteiro 82 mm, foram recolhidas duas granadas de bocal de uso exclusivo do Exército Brasileiro. Essas granadas podem ser lançadas através de fuzis calibre 7.62 mm. O morador também entregou dez munições de alto poder de penetração, capaz de perfurar a blindagem de tanques e aeronaves.
Aos policiais federais, o homem disse que as granadas haviam sido deixadas em sua residência por um parente, já falecido, que era armeiro do Exército. Desde então, os artefatos eram guardados em um dos cômodos da residência.
Segundo a PF, a granada de morteiro está aparentemente inerte - sem risco de explosão -, já que não foi constatada a presença do dispositivo de detonação na ponta. As duas granadas que podem ser disparadas por fuzis, porém, estão sob análise, pois existe risco de explosão, mesmo com a deterioração dos artefatos. As granadas serão examinadas por peritos criminais federais do esquadrão antibombas da PF, para análise de sua letalidade, e em seguida serão enviadas para o Exército, com o objetivo de que seja providenciada a sua respectiva destruição.
Este é o terceiro episódio semelhante nas últimas semanas. No dia 29 de novembro, uma mulher entregou a primeira granada de uso militar aos policiais e, no último sábado, um homem entregou à PF uma munição de morteiro que ele usava como decoração em sua casa. Desde o início da campanha do desarmamento, em maio de 2011, a PF já recolheu mais de 6 mil armas e 12 mil munições em Pernambuco. Por ser considerada munição, a granada não gera nenhum tipo de indenização a quem entrega o artefato.
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