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Novo chanceler deve fazer poucas mudanças no Itamaraty

28 ago 2013
20h11
atualizado às 20h15
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Antonio Patriota (E) transmitiu o cargo de ministro das Relações Exteriores a Luiz Alberto Figueiredo Machado (D)
Antonio Patriota (E) transmitiu o cargo de ministro das Relações Exteriores a Luiz Alberto Figueiredo Machado (D)
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, deve promover apenas mudanças pontuais no órgão. Ele já definiu que seu chefe de gabinete será o atual porta-voz do Itamaraty, Tovar da Silva Nunes. Porém, ainda estão sendo definidos os nomes do futuro porta-voz e também do secretário de Planejamento Diplomático.

Tradicionalmente, os chanceleres mantêm os chefes de departamento e áreas específicas, pois eventuais mudanças envolvem indicações para o exterior e, em alguns casos, promoções internas na carreira. Como Figueiredo tem, inicialmente, apenas um ano e quatro meses de gestão, a expectativa é que ele faça nomeações somente para os cargos que lidam diretamente com seu gabinete. 

Figueiredo, no seu discurso para os diplomatas, defendeu a hierarquia e o respeito às normas. Internamente, a previsão é que ele evite alterações expressivas. De personalidade introspectiva, Figueiredo é contido nas palavras e é apontado como um estrategista.

Acostumado a longas negociações, o novo chanceler não costuma demonstrar cansaço nem impaciência. Ele e a presidenta Dilma Rousseff se conheceram na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-15), na Dinamarca, em 2009, quando a presidenta era ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula. 

Fuga de senador derruba ministro
O Palácio do Planalto divulgou na segunda-feira que aceitou o pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores (Itamaraty), Antonio Patriota. Desgastado pela crise diplomática desencadeada pela fuga do senador boliviano oposicionista Roger Pinto Molina ao Brasil, Patriota foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado, representante do Brasil junto à ONU.

Em comunicado lido pelo porta-voz Thomas Traumann, a Presidência afirmou que Dilma agradeceu a "dedicação e o empenho" de Patriota nos últimos dois anos em que ocupou o cargo, e informou que a presidente indicou-o para assumir a missão brasileira na ONU.

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Agência Brasil Agência Brasil
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