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'Não interferimos na vida dos países', diz Dilma em posse de novo chanceler

28 ago 2013
12h32
atualizado às 12h42
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que o Brasil não interfere "na vida dos países", nem põe vidas em risco, durante a cerimônia de posse do novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo. "Não interferimos na vida dos países, não colocamos a vida de quem quer que seja em risco, cidadão brasileiro ou de outra nacionalidade", disse Dilma. Figueiredo assume a pasta após a demissão do ex-ministro Antonio Patriota, que teve sua imagem desgastada após o episódio envolvendo o senador boliviano Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil com a ajuda de um diplomata brasileiro que trabalhava na embaixada em La Paz.

A presidente Dilma Rousseff discursa na posse do ministro Luiz Alberto Figueiredo, das Relações Exteriores
A presidente Dilma Rousseff discursa na posse do ministro Luiz Alberto Figueiredo, das Relações Exteriores
Foto: Roberto Stuckert Filho / PR / Divulgação

"Só aprovamos ações excepcionais em defesa da preservação da vida", disse a presidente Dilma. Ela exaltou o trabalho da chancelaria brasileira nos últimos anos, principalmente em relação aos demais países da América Latina.

"O alicerce de nossa política externa é a relação harmônica e respeitosa com nossos irmãos latino-americanos", afirmou. "Temos orgulho do Mercosul (Mercado Comum do Sul), Unasul (União de Nações Sul-Americanas ) e Celac (Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos),pois essas entidades são instâncias fundamentais para continuarmos trilhando o caminho do fortalecimento de nossas instituições democráticas", disse a presidente.

Dilma também elogiou os esforços do Ministério das Relações Exteriores em representar o País. "Nos últimos anos, o prestígio internacional do Brasil cresceu muito, nosso País se tornou uma voz ativa", disse. "Assumimos um papel de protagonismo num mundo em intenso processo de mudança."

"Nossa parceria com os países emergentes sobretudo com os Brics (grupo econômico formado por Brasil, Rússia, Índia e China), é cada vez mais sólida", disse a presidente. "Nossa relação com os países do (Hemisfério) Sul se estreitou, em especial com os países africanos. (...) Somos referência e jamais recusaremos apoio aos países mais pobres, que lutam contra o atraso."

A presidente Dilma deu as boas-vindas ao novo ministro e elogiou o trabalho dos dois diplomatas. "Patriota e Figueiredo são dois dos nossos diplomatas mais qualificados. Feliz do país que pode contar com a contribuição de ambos", afirmou ela.

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Fonte: Terra
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