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Militar do Exército e 5 suspeitos morrem em operação com milhares de soldados em favelas do Rio

20 ago 2018
15h25
atualizado às 16h46
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Um militar do Exército e cinco suspeitos morreram durante operação conjunta das Forças Armadas e da Polícia Civil em favelas do Rio de Janeiro nesta segunda-feira para combater quadrilhas do tráfico de drogas, informou o Exército.

Soldados do Exército durante operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro 20/08/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Soldados do Exército durante operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro 20/08/2018 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

As operações foram deflagradas durante a madrugada nos Complexos do Alemão, da Penha e da Maré, algumas das áreas mais visadas pelas forças de segurança durante os seis meses de intervenção federal na área de segurança pública do Rio.

Ao menos cinco suspeitos morreram durante a operação, informou o Comando Conjunto da intervenção federal em nota oficial.

Além dos suspeitos, um militar do Exército foi morto em decorrência de ferimento provocado por arma de fogo, informou um porta-voz do Comando Militar do Leste (CML). Um outro militar ficou ferido sem gravidade e foi hospitalizado, acrescentou.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do RJ, essa foi a primeira morte de um homem do Exército durante uma operação deflagrada sob comando da intervenção federal.

As operações conjuntas, que segundo os militares tinham como objetivo combater o tráfico de drogas, contaram com cerca de 4.200 soldados e 70 policiais civis, assim como blindados e aeronaves.

Um ônibus foi incendiado por traficantes perto das comunidades envolvidas na operação, e suspeita-se que a ação seja uma retaliação ordenada por traficantes.

Há seis meses o presidente Michel Temer decretou uma intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro devido à crise de violência no Estado.

Desde o início da intervenção, tanto o número de assassinatos como o número de pessoas mortas em confrontos com a polícia subiram, colocando em dúvida a eficiência da estratégia criticada por depender de táticas militares, pela falta de transparência e por ter metas incertas.

Também nesta segunda-feira, outros seis suspeitos morreram após confronto com policiais em um dos acessos à ponte Rio-Niterói, na região metropolitana da capital fluminense.

Segundo a polícia, os suspeitos estavam em pelo menos dois carros e foram surpreendidos por policiais. Quatro suspeitos morreram na troca de tiros e outros dois quando foram levados para uma hospital da região.

Um policial e um passageiro de um ônibus também foram baleados e ficaram feridos.

Cerca de 64 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2017, e a violência tem se tornado uma questão-chave para as eleições presidenciais de outubro.

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