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Bolsonaro recebe alta hospitalar e cumprirá prisão domiciliar por ao menos 90 dias

27 mar 2026 - 10h27
(atualizado às 11h20)
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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu ‌alta hospitalar na manhã desta sexta-feira, confirmou o médico Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, e Bolsonaro já está em sua casa em Brasília, onde cumprirá prisão domiciliar, segundo uma testemunha da Reuters que acompanhou a chegada dele à residência.

Segundo Caiado, que disse que seguirá ⁠acompanhando o tratamento de Bolsonaro, o ex-presidente terá de fazer fisioterapia e ‌reabilitação cardiopulmonar.

"A evolução nos dois últimos dias foi o que esperávamos, tranquila, sem nenhuma intercorrência. A medicação foi totalmente adaptada com transição ‌para via oral para usar em casa", ‌disse o médico.

No início da semana, o ministro Alexandre ⁠de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder prisão domiciliar humanitária por ao menos 90 dias a Bolsonaro para que o ex-presidente -- condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado -- siga o tratamento de saúde.

A defesa de Bolsonaro havia feito um novo ‌pedido de prisão domiciliar após ele ter sido internado no dia 13 ‌de março no hospital ⁠DF Star, em ⁠Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A ⁠defesa, com base em relatório ‌médico, havia alegado que o ‌ex-presidente corre risco de vida.

Em entrevista a jornalistas em frente ao hospital após Bolsonaro deixar a unidade, Caiado disse que o ex-presidente deverá passar por nova internação no final de abril ⁠para fazer uma cirurgia no ombro direito.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar violar uma tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Pouco depois essa prisão foi ‌convertida em definitiva para que ele cumprisse pena pela condenação por golpe de Estado e ele foi transferido para o presídio da ⁠Papudinha, em Brasília.

Ao conceder a prisão domiciliar, Moraes impôs uma série de medidas cautelares ao ex-presidente, entre elas a colocação de tornozeleira eletrônica e a proibição do uso de celular e de redes sociais.

Ele determinou também um pente-fino sobre as visitas, inclusive com vistoria das pessoas, e suspendeu quaisquer outras visitas que não forem aquelas de caráter médico e familiar nos próximos 90 dias. Ainda barrou a realização de qualquer acampamento ou manifestação no raio de 1 km da casa de Bolsonaro.

Um eventual descumprimento das medidas cautelares, segundo Moraes, levará à revogação da prisão domiciliar e ao retorno do ex-presidente ao regime fechado ou a um hospital penitenciário.

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