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Lula descola de Flávio Bolsonaro e abre 4 pontos em eventual 2º turno, aponta Datafolha

Primeira pesquisa Datafolha totalmente realizada após a revelação do contato de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro mostra vantagem numérica de Lula no segundo turno, com oscilação dentro da margem de erro. No primeiro turno, Lula ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem.

22 mai 2026 - 16h31
(atualizado às 17h01)
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Montagem com foto de Lula e Flávio Bolsonaro
Montagem com foto de Lula e Flávio Bolsonaro
Foto: Reuters / BBC News Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 4 pontos percentuais à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de segundo turno das eleições presidenciais de 2026, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22/05).

  • Lula aparece com 47% das intenções de voto (+2 pontos percentuais desde a última pesquisa, divulgada em 16 de maio)
  • Flávio Bolsonaro tem 43% (-2 p.p. desde a última pesquisa)

Na última pesquisa, os dois apareciam empatados com 45%.

Apesar da vantagem numérica de Lula, os dois candidatos estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi a primeira em que o Datafolha entrevistou todos os eleitores após a divulgação dos áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, banqueiro do Master — e segue a tendência de outras sondagens realizadas após o caso, como a pesquisa Atlas Intel.

A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores entre 20 e 22 de maio.

Os áudios entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro foram divulgados no dia 13 de maio.

Segundo o Datafolha, 64% dos entrevistados disseram ter ouvido falar do caso. Também 64% responderam que o senador agiu mal no caso.

O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Ainda no cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, 9% dizem que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos dois. Os que estão indecisos representam 2%.

O Datafolha também simulou segundo turno com outros dois pré-candidatos. Lula passou de 46% para 48% nas disputas com os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Caiado aparece com 39%, mesmo percentual do último levantamento, enquanto Zema oscilou de 40% para 39%.

O instituto também testou o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Num hipotético segundo turno contra Lula, ela teria 43%, enquanto o presidente marcaria 48%.

Primeiro turno

No cenário de primeiro turno, Lula ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

  • Lula (PT): 40% (+2)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 31% (-4)
  • Branco/nulo/nenhum: 9%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (+1)
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Renan Santos (Missão): 3% (+1)
  • Samara Martins (UP): 3% (+1)
  • Não sabem: 3%
  • Augusto Cury (Avante): 2%

O Datafolha também testou uma pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos aos participantes. Nela, Lula tem 28% das intenções de voto, e Flávio, 17%.

Rejeição

A pesquisa também mostra que a rejeição permanece alta entre os dois principais candidatos.

Os que não votariam de modo algum em Flávio Bolsonaro são 46% (eram 43% no último levantamento).

Os que não votam em Lula são 45% (eram 47%). Michelle tem 31% de rejeição.

O senador agora é numericamente o pré-candidato com o maior nível de rejeição.

O caso Vorcaro e Flávio

A revelação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, embaralha a disputa presidencial de outubro, segundo analistas políticos.

O senador admitiu ter pedido a Vorcaro dinheiro para custear as gravações de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo reportagem do portal The Intercept Brasil, o valor negociado teria chegado a US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época.

Desse total, R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025.

Diante dos atrasos para os pagamentos restantes, Flávio teria enviado mensagens a Vorcaro cobrando a liberação dos recursos.

Vorcaro está preso sob acusação de comandar fraudes bilionárias no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro. Ele negocia um acordo de delação premiada.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio admitiu a conversa com Vorcaro, mas afirmou que apenas buscava investidores privados para financiar um filme sobre o pai.

Além disso, investigadores apuram se recursos repassados por Vorcaro a pedido de Flávio teriam sido usados para custear o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

Depois da primeira revelação, Flávio Bolsonaro confirmou que se encontrou com Vorcaro após ele ter sido preso pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero.

"Estive com ele mais uma vez após esse evento [a prisão], quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e ele não podia sair da cidade de São Paulo", disse Flávio a jornalistas na saída de uma reunião do senador com a bancada de deputados e senadores do PL, na sede da legenda, em Brasília.

A declaração veio apenas após uma reportagem do site Metrópoles ter revelado o encontro.

"Fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que se ele tivesse me dito que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco", declarou Flávio.

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