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Brasil

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Lula oficializa candidatura à reeleição defendendo fortalecimento em defesa e terras raras

2 ago 2026 - 15h42
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O presidente Luiz Inácio Lula ‌da Silva oficializou sua candidatura à reeleição para Presidência neste domingo durante a convenção nacional do PT, e citou o fortalecimento da defesa nacional e o estabelecimento de políticas voltadas para terras raras e transição energética entre as prioridades de um eventual próximo mandato.

Lula citou em seu discurso ⁠cinco compromissos que estabeleceu para seu possível próximo governo, entre os quais ‌estão o fortalecimento da educação e a criação de programas voltados para o bem-estar da população idosa, além das questões de defesa, terras ‌raras e transição energética.

"Nós precisamos investir na ‌indústria da defesa", afirmou. "Por que um país como o Brasil não ⁠tem fábrica de drones?", questionou o presidente, acrescentando que o BNDES será instado a atuar nessa área.

Lula foi enfático em relação aos minerais críticos, defendendo a autonomia do país em relação a exploração da terras raras.

"Vou levar a sério a questão de terras raras e minerais críticos. Isso ‌é patrimônio do povo brasileiro. Quem tem que lucrar com isso é ‌o povo brasileiro. Nem ⁠chinês, nem americano, ⁠nem francês vão meter os dedos nas nossas terras raras", afirmou.

O presidente e candidato ⁠à reeleição também falou sobre a ‌violência contra mulheres, chamando ‌até a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, para falar brevemente no palco.

Lula afirmou que o plano de governo será divulgado dia 16, em evento no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), ⁠seu berço político.

O evento deste domingo contou com participações de lideranças do PT e aliados do partido, com falas do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que será o candidato do partido ao governo de São Paulo, além do vice-presidente Geraldo ‌Alckmin (PSB).

Essa é a última indicação de Lula como candidato à Presidência, aos 80 anos, e pela primeira vez em quase 40 anos ele é ⁠o candidato presidencial de todos os cinco principais partidos de centro-esquerda.

O crescimento de uma coalizão em torno de Lula vem de uma estratégia de sobrevivência, à medida que os brasileiros se tornam cada vez mais conservadores e o espaço da esquerda no país diminui.

De acordo com o pesquisador Felipe Nunes, autor do livro "Brasil no Espelho", de 2014 a 2023, a parcela de brasileiros que se consideram de direita subiu de 26% para 37%, enquanto a dos que se identificam como de esquerda caiu de 29% para 23%.

Atualmente, Lula lidera as pesquisas de opinião para os dois turnos da eleição, com uma margem pequena, mas consistente, sobre Flávio Bolsonaro.

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