Lula reajusta Bolsa Família em 15% a pouco mais de 2 semanas de eleições
Piso do maior programa social do Brasil passará de R$ 600 para R$ 691
A duas semanas das eleições, o presidente Lula reajustou o Bolsa Família em 15%, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio para R$ 777. O anúncio ocorre em meio ao avanço do rival Flávio Bolsonaro nas pesquisas, mas o governo justifica a medida como recomposição da inflação para proteger 19 milhões de famílias vulneráveis. A iniciativa terá impacto fiscal previsto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027, segundo estimativas do Ministério do Planejamento.
A pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15% no Bolsa Família, o maior programa social do Brasil, medida que chega na esteira do crescimento de seu rival Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas.
Com isso, o piso do benefício será aumentado de R$ 600 para R$ 691 por mês, enquanto o valor médio desembolsado pelo programa passará de R$ 675 para R$ 777.
Segundo o governo, o reajuste apenas recompõe a inflação acumulada desde o início do atual governo, que mantinha o mínimo de R$ 600 estabelecido na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
"O Bolsa Família é central na nossa estratégia de cuidar das famílias mais vulneráveis e garantir renda para que as pessoas saiam da pobreza e possam não ter insegurança alimentar. É um programa cuja previsão legal nos autoriza que o senhor, por decreto, reconheça essa defasagem do poder de compra e faça essa atualização", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em evento no Palácio do Planalto ao lado de Lula.
Criado pelo petista em seu primeiro mandato, em 2003, o Bolsa Família teve o nome alterado por Bolsonaro para Auxílio Brasil, mas foi relançado com a denominação original após o retorno de Lula ao poder, em 2023.
Cerca de 19 milhões de famílias com renda per capita de até R$ 218 por mês recebem o benefício, que é o principal instrumento do governo para combater a pobreza extrema. Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.
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