Lula assume Presidência do Mercosul; desafio é consolidá-lo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu nesta terça-feira a presidência do Mercosul com o desafio de contribuir para o processo de integração regional com sua liderança.
"Devemos avançar até que o Mercosul seja algo do qual ninguém tenha a menor dúvida: que somos amigos na construção de um bloco político, econômico, social e cultural", disse hoje Lula, ao assumir o comando do Mercosul das mãos da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
Os acordos alcançados na cúpula, realizada na cidade argentina de San Juan, em matéria de aperfeiçoamento da união aduaneira - cuja lenta negociação deu uma sensação interna de estagnação e frustração durante anos -, permitirão a Lula concentrar-se em elevar o nível do processo de integração.
O presidente lembrou hoje em mais de uma oportunidade que é o presidente mais veterano do bloco. Cristina Kirchner o qualificou, junto a seu marido e antecessor na Presidência da Argentina, Néstor Kirchner, como o responsável por uma nova fundação do Mercosul, e o uruguaio José Mujica destacou a atitude de ambos para "deixar para trás o chauvinismo, no qual cada país se achava o centro do universo" e apostar pela integração.
Seguindo sua política conciliadora para lidar com temas complexos de alcance global, como a questão do Irã, Lula disse hoje que um de seus maiores objetivos será alcançar um acordo de associação política e comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), para o qual, segundo ele, terá que vencer as reservas da França.