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Lúcio de Castro recebe prêmio por obra sobre futebol na Operação Condor

21 nov 2013 - 01h18
(atualizado às 01h23)
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O jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, foi agraciado nesta quarta-feira, junto com colegas de México, Peru, Colômbia e Costa Rica, com o Prêmio Gabriel García Márquez na grande festa do jornalismo ibero-americano em Medellín, na Colômbia.

Jaime Abello, diretor da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI), fundada em 1995 pelo autor de Cem anos de solidão com a intenção de velar pela excelência jornalística, destacou durante a cerimônia que os prêmios "representam a diversidade dos processos vividos pelo jornalismo ibero-americano".

Lúcio de Castro foi o ganhador na categoria Cobertura de Notícias pelo trabalho "Memórias do Chumbo: o futebol nos tempos do Condor", no qual investiga as relações entre o futebol e as ditaduras militares de Brasil, Argentina, Chile e Uruguai na segunda metade do século XX.

Lúcio documenta como os governos militares utilizaram o futebol como uma ferramenta de propaganda e mantiveram um ferrenho controle sobre o esporte popular.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, Lúcio de Castro formou-se em história antes de se tornar jornalista. Por seus trabalhos jornalísticos recebeu vários prêmios, como o Prêmio Ibero-Americano (UNICEF-EFE), em 2008 e 2010, e o Prêmio da Fundación Nuevo Periodismo, também em 2008 e 2010.

Na categoria de Crônica e Reportagem foi premiado o jornalista mexicano Alejandro Almazán pelo trabalho "Carta desde la Laguna", sobre a guerra entre os cartéis mexicanos do tráfico de drogas.

O peruano Esteban Félix foi o premiado na categoria de Imagem pelo trabalho "Azúcar amargo: la epidemia misteriosa", uma série fotográfica que documenta as mortes por uma misteriosa epidemia que já matou 24 mil pessoas em El Salvador e Nicarágua desde o ano 2000.

O prêmio na categoria Inovação foi concedido para a colombiana Olga Lucía Lozano pelo chamado "Proyecto Rosa", uma iniciativa jornalística que faz um acompanhamento profundo da aplicação da Lei de Vítimas e Restituição de Terras na Colômbia.

O Prêmio de Excelência foi concedido à costarriquenha Giannina Segnini, editora da unidade de investigação do jornal "La Nación".

Durante o ato, o escritor nicaraguense Sergio Ramírez falou em nome da Direção da FNPI, da qual é membro, e destacou que os prêmios foram entregues hoje para "um jornalismo com coragem de investigar".

Ramírez disse que durante três dias Medellín viverá "uma verdadeira festa em torno da liberdade de expressão, também uma festa da imaginação" e alertou sobre os perigos que o jornalismo enfrenta, como as ameaças à liberdade de expressão, os regimes autoritários e os assassinatos a mando dos cartéis de drogas.

O evento, organizado pela FNPI e inspirado no próprio Gabriel García Márquez, teve a participação de um total de 1.379 trabalhos de 30 países que se apresentaram nas distintas categorias.

Além da entrega dos prêmios, até o próximo 22 de novembro acontecerão mesas-redondas, oficinas e conferências em Medellín oferecidas por jornalistas de renome.

EFE   
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