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Liberada na Rússia, ativista brasileira será recebida com churrasco no RS

Ana Paula Maciel deve chegar nos próximos dias a Porto Alegre (RS) e deve passar o Réveillon com a família

25 dez 2013 17h05
| atualizado às 17h05
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<p>Bióloga brasieira agradece esforços feitos pela libertação de detidos na Rússia</p>
Bióloga brasieira agradece esforços feitos pela libertação de detidos na Rússia
Foto: Greenpeace / Divulgação

A família de Ana Paula Maciel se prepara para o tão esperado reencontro com a ativista brasileira, detida há três meses na Rússia após um protesto da ONG Greenpeace contra a exploração de petróleo no ártico. Inocentada pela Justiça russa nesta quarta-feira, Ana Paula deve chegar a Porto Alegre (RS) nos próximos dias, a tempo de passar o Réveillon com a família.

"A gente está esperando a data certa pra gente se reunir e esperar ela com um churrasco. Com os primos, as tias, os tios, avós, os irmãos...", disse a mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, em entrevista por telefone para o Terra. Segundo a mãe da ativista, não há mais pendências legais que impeçam a saída de Ana Paula da Rússia - a incerteza quanto à data se deve apenas à disponibilidade de voos.

Nesta quarta-feira, Ana Paula e outros 28 tripulantes do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, foram notificados sobre o arquivamento do processo pelo qual tinham sido acusados de vandalismo. Apenas o marinheiro italiano Cristian D'Alessandro não conseguiu concluir hoje, por falta de tradutor, o processo que dá por encerrada a saga dos ecologistas na Rússia em virtude da anistia geral aprovava a semana passada por ocasião do 20º aniversário da Constituição russa.

D'Alessandro precisará esperar apenas um dia a mais que seus companheiros, já que no seu caso "o procedimento de notificação foi adiado para quinta-feira" por falta de tradutor, explicou aos veículos de imprensa russos o advogado do Greenpeace, Andrei Suchkov.

Em nota divulgada pelo Greenpeace, Ana Paula ressaltou que a causa pela qual os ativistas lutam permanece em voga, mesmo com a anistia. "A nossa saga deve acabar logo, mas não existe anistia para o Ártico. A Gazprom acabou de começar a perfurar outra vez. Então, quando isso acabar, nós continuaremos nossa missão de proteger o Ártico das petrolíferas gananciosas", disse. "É um absurdo que tenhamos sido perdoados de um crime que não cometemos. Não sou culpada e nunca fui. Estou triste de deixar a Rússia enquanto nosso navio Arctic Sunrise permanece aqui. Metade de meu coração vai permanecer com ele, atracado em Murmansk", completou.

Ana Paula e os argentinos Camila Speziale e Hernán Pérez Orsi podem voltar hoje mesmo para casa depois que o processo pelo qual estavam detidos foi arquivado. Ao contrário da maioria dos tripulantes do navio quebra-gelo que passaram os últimos três meses na Rússia após serem detidos por tentar subir em uma plataforma petrolífera nas águas do Ártico, os três ativistas não precisam de visto de passagem para atravessar a fronteira russa.

Tanto o Brasil quanto a Argentina têm acordos bilaterais de isenção de vistos com a Rússia, assim como a Ucrânia e a Turquia, que também contam com um ativista, cada, entre a tripulação.

Os tripulantes do Arctic Sunrise foram detidos em 19 de setembro em uma operação feita pela guarda fronteiriça russa quando tentavam subir à plataforma petrolífera Prirazlómnaya do gigante do gás Gazprom, ao que Greenpeace acusa de descumprir as medidas de segurança e pôr em risco o ecossistema da região onde opera.

Fonte: Terra
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