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PF prende presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez

Deflagrada na manhã desta sexta-feira, a 14ª fase da Operação Lava Jato cumpre 59 mandados judiciais em quatro estados

19 jun 2015
08h34
atualizado às 10h44
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O dono e presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, estão entre os presos na 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF).

Marcelo Odebrecht, diretor presidente do grupo Odebrecht, foi preso na 14ª fase da Operação Lava Jato
Marcelo Odebrecht, diretor presidente do grupo Odebrecht, foi preso na 14ª fase da Operação Lava Jato
Foto: Enrique Castro-Mendivil / Reuters

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Marcelo Odebrecht foi preso em casa, em São Paulo, e será levado por agentes da PF para Curitiba, no Paraná. Ao todo, estão sendo cumpridos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, 59 mandados judiciais, sendo 38 mandados de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária.

A 14ª fase da operação é denominada Erga Omnes – expressão latina usada no meio jurídico para indicar que efeitos de algum ato ou lei atingem todos os indivíduos. O nome é uma referência ao fato de as investigações terem atingido agora as duas maiores empreiteiras do País, que até então, não haviam sido alvos da Lava Jato.

A Odebrecht emitiu um comunicado confirmando a operação da PF em seus escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. "A CNO [Construtora Norberto Odebrecht] entende que estes mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", diz a empresa em nota.

Também em nota, a Andrade Gutierrez disse estar prestando “todo o apoio necessário” aos seus executivos presos. “A empresa informa ainda que está colaborando com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato e espera poder esclarecer todos os questionamentos da Justiça o quanto antes”, diz nota da empreiteira.

A Lava Jato investiga esquema de corrupção na Petrobras, em que representantes de empreiteiras pagavam propina a políticos e diretores da estatal com a finalidade de firmar contratos.

Com informações da Agência Brasil

 

 

Fonte: Terra
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