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Família receberá na 6ª novo atestado de óbito de Vladimir Herzog

Documento foi corrigido por determinação da Justiça e aponta que jornalista foi morto por maus tratos sofridos em interrogatório

13 mar 2013 - 16h19
(atualizado às 16h26)
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Na próxima sexta-feira, a família de Vladimir Herzog receberá, em ato público, o novo atestado do jornalista, morto durante a ditadura militar. A entrega oficial será realizada na sede do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), pelo coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro.

O documento, que foi corrigido por determinação da Justiça, agora traz como causa da morte "lesões e maus tratos sofridos durante o interrogatório em dependência do 2º Exército (DOI-Codi)", o que substitui formalmente a falsa versão de "asfixia mecânica por enforcamento",  divulgada pela ditadura, em 1975.

"Trata-se de uma conquista que abre caminho para outras famílias conseguirem um novo atestado de óbito de familiares que foram torturados. É a confirmação de que o Estado civil brasileiro reconhece suas falhas históricas", ressalta Ivo Herzog, filho de Vlado. O evento é parte de uma série de homenagens que lembrará também os 40 anos da morte do estudante de Geologia da USP, Alexandre Vannuchi Leme, vítima da repressão e morto nas dependências do 2º Exército (DOI-Codi).

A solenidade integra o ato público que será realizado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em São Paulo, para reconhecer a condição de anistiado político do estudante Alexandre Vannuchi Leme. Na ocasião, será feito um julgamento simbólico do caso do estudante, seguido de um pedido oficial de desculpa. Alexandre foi morto no dia 17 de março de 1973, aos 22 anos.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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