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"Eu não vou tomar vacina e ponto final", diz Bolsonaro

"Se minha vida está em risco, o problema é meu", disse o presidente

15 dez 2020 17h00
| atualizado às 17h25
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que não irá se vacinar contra a covid-19, mas deixou claro que o Ministério da Saúde irá comprar qualquer imunizante aprovado pela Anvisa.

Foto: Flavio Corvello / Futura Press

"Eu não vou tomar vacina e ponto final", disse o presidente em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band. "Se minha vida está em risco, o problema é meu", acrescentou, ressaltando que a imunização não pode ser obrigatória.

Bolsonaro reiterou na entrevista que, "seja qual for" a vacina, uma vez aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), terá o "sinal verde" dele para a compra e operacionalização por parte do Ministério da Saúde.

O presidente já foi diagnosticado com a doença em julho, mas cientistas ainda não sabem por quanto tempo as pessoas ficam protegidas de se infectar novamente. Apoiadores do presidente também têm feito nas redes sociais uma defesa da não exigência do imunizante. A postura é diferente de outros líderes, como os ex-presidentes americanos Barack Obama, George Bush e Bill Clinton, que disseram que pretendem tomar a vacina com cobertura das TVs, como forma de aumentar a confiança da população. 

Inicialmente, o presidente manifestou resistência à Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês e o Instituto Butantã, ligado ao governo de São Paulo, de João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonar. Nos últimos dias, porém, o governo federal tem afirmado que vai adquirir todos os imunizantes que tenham registro da Anvisa. 

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