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Embaixada do Brasil no Egito faz recomendações para brasileiros

15 ago 2013 - 13h46
(atualizado às 13h47)
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Manifestante partidário de Mohamed Mursi reage em meio às chamas e aos confrontos com as forças de segurança do Egito na Cidade Nasser, no Cairo
Manifestante partidário de Mohamed Mursi reage em meio às chamas e aos confrontos com as forças de segurança do Egito na Cidade Nasser, no Cairo
Foto: AP

A Embaixada do Brasil no Egito recomendou nesta quinta-feira aos 140 brasileiros que vivem no país e também aos turistas que estão de passagem para que evitem transitar em áreas nas quais há risco de ocorrerem protestos. O alerta, emitido por meio de um comunicado da representação diplomática, ocorre depois da divulgação de que 525 pessoas morreram durante confrontos entre ativistas políticos e forças policiais.

"Em razão do ambiente de instabilidade política que se vivencia no Egito, a Embaixada do Brasil recomenda à comunidade brasileira e aos turistas que visitam o país evitar transitar em áreas da capital e de outras cidades onde possam ocorrer manifestações públicas", diz o texto.

Em seguida, o comunicado acrescenta que "a mesma cautela deverá ser adotada nos deslocamentos em geral, mesmo em locais aparentemente pacíficos. Nesse sentido, é importante estar atento às notícias veiculadas pelos meios de comunicação, assim como zelar pela segurança individual. Recomenda-se igualmente manter os documentos de identificação em local seguro e acessível".

Cinegrafista é morto a tiros durante cobertura no Egito:

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que não há brasileiros entre as vítimas nem registro de incidentes com nacionais do Brasil. Paralelamente, a embaixada mantém o alerta e o funcionamento, em regime de plantão, para o atendimento aos brasileiros. Porém, são estudadas medidas adicionais, em caso de agravamento da situação no Egito.

Desde junho, os protestos se tornaram frequentes no Egito. Ativistas favoráveis ao presidente deposto, Mouhamed Mursi, e contrários a ele se enfrentam nas ruas do Cairo, a capital, e das principais cidades egípcias.

Os conflitos mais intensos ocorreram entre a terça-feira e a quarta-feira. O Brasil e representantes de vários países condenaram a violência no Egito. Para algumas autoridades, a forma como as forças policiais combateram os protestos é considerada massacre. No balanço oficial, entre os mortos há 43 policiais, mas a maioria dos 525 mortos é de civis.

infográfico massacre egito
infográfico massacre egito
Foto: AFP

Agência Brasil Agência Brasil
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