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Doria acionará STF contra governo Bolsonaro por mais vacinas

Decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa

5 ago 2021 15h49
| atualizado às 16h10
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Um dia após alegar ter recebido metade das vacinas da Pfizer contra Covid-19 que eram esperadas para o estado de São Paulo, o governador João Doria anunciou nesta quinta-feira(5) que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para ter as doses.

Decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa
Decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A decisão foi informada durante coletiva de imprensa em um evento na cidade de Serra Negra (SP) para lançamento de incentivo ao turismo, tendo em vista a redução de mortes e o avanço na vacinação anti-Covid.

"O governo do estado de São Paulo entra hoje com recurso no Supremo Tribunal Federal para assegurar a vida. É absolutamente indescritível e absolutamente reprovável a atitude do governo federal de surrupiar vacinas de São Paulo sob qualquer alegação", alegou Doria.

Segundo o político, o Ministério da Saúde tomou uma "medida arbitrária" e por isso "reagirá na forma da lei".

O governo paulista acusa a administração de Bolsonaro de enviar apenas 50% do lote do imunizante que estava programado para ser entregue ao estado, o equivalente a 228 mil doses. Ao todo, o estado esperava 456 mil ampolas.

A pasta, por sua vez, negou que tenha havido prejuízo na distribuição das doses e alegou que compensou o excesso de injeções recebidas anteriormente.

Caso o envio não seja regularizado, o governador de São Paulo não conseguirá cumprir com o calendário de vacinação já anunciado, que prevê a imunização de adolescentes no próximo dia 18. Até o momento, somente as doses da Pfizer foram aprovadas para os menores de idade.

"Nós vamos reagir na forma da lei para evitar que brasileiros de São Paulo, paulistas e aqueles que vivem no estado sejam prejudicados por uma medida arbitrária sem nenhum fundamento do Ministério da Saúde", ressaltou Doria.

Para ele, o governo de Bolsonaro tem feito "maldades demais" com o Brasil e que agora "a maldade adicional" seria contra o estado.

Ansa - Brasil   
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