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Dilma e Morales conversam por telefone em tom 'cordial'

28 ago 2013
20h43
atualizado às 20h52
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<p>Dilma abraça novo ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo durante cerimônima de posse no Palácio do Planalto</p>
Dilma abraça novo ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo durante cerimônima de posse no Palácio do Planalto
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Em meio ao estranhamento diplomático gerado pela fuga do senador boliviano de oposição Roger Pinto Molina da embaixada brasileira em La Paz para o território do Brasil, a presidente Dilma Rousseff conversou na tarde desta quarta-feira com o colega Evo Morales. Eles acertaram um encontro bilateral na próxima sexta-feira, em Paramaribo, no Suriname, durante a cúpula de chefes de Estado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). A conversa durou cinco minutos, e, segundo interlocutores do Planalto, ocorreu em tom "cordial".

Contato pernamente 
O novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse hoje que a decisão sobre o futuro do senador boliviano está nas mãos da presidente Dilma. Ele disse que não tem informações sobre pedidos de extradição ou devolução do parlamentar para a Bolívia.

"Quem conduz essa questão é a presidenta Dilma e portanto será feito o que ela determinar. Os dois governos estão em contato permanente. Portanto, não é uma crise com a Bolívia em si. Há conversas em curso e será feito o que a presidenta determinar", disse o chanceler, na primeira entrevista coletiva depois de tomar posse no Ministério das Relações Exteriores.

Figueiredo negou a existência de uma crise entre o Brasil e a Bolívia deflagrada pela retirada de Pinto Molina da embaixada brasileira em La Paz. O chanceler contou ter conversado de forma amistosa com o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiniano Talavera, na cerimônia de posse hoje pela manhã. 

Figueiredo concede primeira entrevista como chanceler
Figueiredo concede primeira entrevista como chanceler
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Cautela
Cauteloso, o chanceler disse que não vai se manifestar sobre a ação, organizada pelo encarregado de Negócios do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, para retirar Pinto Molina, que ficou 455 dias abrigado na embaixada brasileira. Ele disse que aguardará o resultado da investigação em curso na comissão de sindicância do ministério.

"Não é que eu não tenha opinião (sobre o assunto). Eu tenho", ressaltou Figueiredo. No discurso, ele defendeu o respeito e a preservação da hierarquia.

Figueiredo disse ainda que o embaixador Marcel Biato, que antecedeu Saboia e teve a nomeação para a Suécia retirada pela presidente da República, já foi informado de que terá de retornar a Brasília. O chanceler disse que conversou com Biato informando sobre as novas orientações.

O chanceler informou ainda que foram escolhidos os novos integrantes da comissão de sindicância, que investigará o tema. São eles os embaixadores Paulo Estivallet Mesquita, diretor do Departamento Econômico, e Rodrigo do Amaral Souza, do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos. Ambos substituem os embaixadores Glivânia Maria de Oliveira e Clemente de Lima Baena Soares, que se declararam impedidos de integrar a equipe. 

Fuga de senador derruba ministro
O Palácio do Planalto divulgou na segunda-feira que aceitou o pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores (Itamaraty), Antonio Patriota. Desgastado pela crise diplomática desencadeada pela fuga do senador boliviano, Patriota foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado, representante do Brasil junto à ONU.

Em comunicado lido pelo porta-voz Thomas Traumann, a Presidência afirmou que Dilma agradeceu a "dedicação e o empenho" de Patriota nos últimos dois anos em que ocupou o cargo, e informou que a presidente indicou-o para assumir a missão brasileira na ONU.

Com informações da Agência Brasil

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Fonte: Terra
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