Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil

Publicidade

Consumo excessivo de energéticos pode aumentar riscos cardiovasculares

Cardiologistas alertam que altas doses de cafeína podem elevar a pressão arterial e favorecer alterações do ritmo cardíaco

8 out 2026 - 21h22
(atualizado às 21h23)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A SOCERGS e a American Heart Association alertam que o consumo excessivo de energéticos eleva os riscos cardiovasculares, podendo causar arritmias e aumento da pressão arterial, inclusive em jovens saudáveis. Com doses de cafeína até quatro vezes maiores que o café tradicional, essas bebidas exigem cautela, pois o limite seguro de 400 mg diários varia conforme a sensibilidade individual. Especialistas reforçam que os energéticos não substituem o descanso e que palpitações exigem atenção médica.

Cada vez mais presentes na rotina, especialmente entre jovens e adolescentes, as bebidas energéticas são consumidas na busca por maior disposição para estudar, trabalhar, praticar atividades físicas ou prolongar momentos de lazer. A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) alerta, porém, que produtos com altas concentrações de cafeína podem provocar efeitos cardiovasculares indesejados quando ingeridos em excesso.

Foto: Porto Alegre 24 horas

O alerta está alinhado a uma declaração científica da American Heart Association (AHA), publicada em 20 de julho de 2026 na revista *Circulation*. Segundo a entidade, o consumo de até 400 miligramas de cafeína por dia é considerado geralmente seguro para a maioria dos adultos, quantidade equivalente a aproximadamente três a cinco xícaras de café de cerca de 240 ml, dependendo da concentração. O documento destaca, contudo, que alguns energéticos concentrados podem apresentar níveis de cafeína três a quatro vezes superiores aos encontrados no café tradicional.

"É importante diferenciar o consumo moderado de café da ingestão de grandes quantidades de cafeína por meio de energéticos ou produtos altamente concentrados. Não podemos analisar apenas o número de latas ou doses, porque a concentração varia bastante. Em excesso, a cafeína pode aumentar a pressão arterial, provocar palpitações e favorecer alterações do ritmo cardíaco", explica a Diretora de Comunicação da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), Dra. Débora Hoffmann Loro.

A resposta à cafeína varia de pessoa para pessoa. Idade, metabolismo, genética, uso de medicamentos e presença de doenças podem influenciar os efeitos da substância. Algumas pessoas podem apresentar palpitações, alterações do sono ou elevação temporária da pressão arterial mesmo com quantidades toleradas por outros indivíduos.

A atenção deve ser maior entre pessoas com hipertensão ou alterações do ritmo cardíaco. Segundo a AHA, doses elevadas de cafeína presentes em energéticos foram associadas ao aumento da pressão arterial e a arritmias, inclusive entre adultos jovens previamente considerados de baixo risco cardiovascular.

"Os 400 miligramas não devem ser entendidos como uma meta de consumo. Há pessoas mais sensíveis à cafeína, por isso é importante observar os sinais do organismo e considerar também a quantidade total ingerida ao longo do dia, incluindo café, chás, refrigerantes, energéticos, suplementos e outros produtos", acrescenta a médica.

A SOCERGS reforça que energéticos não substituem sono adequado, hidratação, alimentação equilibrada ou hábitos saudáveis. O consumo deve ser consciente e sintomas como palpitações, dor no peito, falta de ar, tontura ou sensação de batimentos irregulares exigem atenção.

*Com a informação assessoria SOCERGS

Porto Alegre 24 horas
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra