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Política

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Caiado, Zema e Cury declaram apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno; Renan libera apoiadores do Missão

Presidente Lula deve ir ao segundo turno sem costurar aliança com principais adversários da etapa inicial

8 out 2026 - 20h46
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Resumo
Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Lula (PT). O petista não conseguiu alianças entre os principais adversários derrotados na etapa inicial, na qual Flávio obteve 47% dos votos contra 45% do atual presidente. Quarto colocado na disputa, Renan Santos (Missão) decidiu manter neutralidade e liberou seus eleitores. A definição da corrida presidencial ocorrerá no dia 25 de outubro.

Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), candidatos à Presidência da República derrotados no primeiro turno, vão apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa da disputa. Renan Santos (Missão), que terminou em quarto lugar, liberou os apoiadores e não deve oferecer apoio nem ao senador do PL e nem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A última vez que o petista não conseguiu alianças entre as principais candidaturas adversárias foi em 2006.

Na etapa inicial, Flávio recebeu 47% dos votos, e, Lula, 45%. A definição sobre o próximo presidente do Brasil acontece em 25 de outubro.

O ex-governador de Minas Gerais foi o primeiro a declarar apoio ao primogênito de Jair Bolsonaro, já no dia seguinte ao primeiro turno das eleições. Zema disse ser o momento de "derrubar Lula e o PT" e negou se omitir no pleito. O mineiro também declarou que o Brasil precisa "tirar os intocáveis de Brasília", bordão durante a campanha para criticar ministros do Supremo Tribunal Eleitoral (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nos dias que antecederam a votação de primeiro turno, Zema foi pressionado por políticos do espectro da direita ? de dentro e de fora do Novo ? para desistir da corrida ao Palácio do Planalto e declarar apoio a Flávio. A hipótese foi rejeitada pelo então candidato. O ex-governador terminou a corrida com 326,4 mil votos.

Ronaldo Caiado (PSD) em evento no qual formalizou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL), em Goiânia (GO).
Ronaldo Caiado (PSD) em evento no qual formalizou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL), em Goiânia (GO).
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Em evento realizado em Goiânia (GO) na última terça-feira, 6, Caiado anunciou apoio ao candidato do PL no segundo turno. Na ocasião, Flávio prometeu que, se eleito, vai destinar mais verbas ao Estado, além de copiar o modelo de segurança pública de Caiado na gestão federal.

Ainda no domingo, logo após a divulgação do resultado eleitoral, o ex-governador de Goiás disse que a decisão sobre apoio no segundo turno seria tomada com a legenda, mas sinalizou que não apoiaria Lula. "Vou guardar minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem estar reunido com o presidente do meu partido, Gilberto Kassab." O pessedista obteve 2,6 milhões de votos.

Augusto Cury foi o último a declarar apoio ao "filho 01? de Bolsonaro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira. "Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Meu apoio não é um cheque em branco."

Cury somou 3,4 milhões de votos no primeiro turno. Mais cedo, Flávio citou o escritor em um aceno por apoio. "90% das dores dos seres humanos não têm coloração partidária. Isso aprendi com o professor Augusto Cury."

O Estadão mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro procuraram o escritor antes da votação de primeiro turno para costurar apoios. Contudo, Cury não quis conversar e indicou que só trataria sobre alianças depois da disputa de domingo.

Entre as quatro principais candidaturas derrotadas, Renan Santos é o único a se manter neutro na sequência do pleito presidencial de 2026. O cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido Missão liberou apoiadores para votar como preferirem. Renan angariou 2,6 milhões de votos na primeira etapa da corrida presidencial.

Na noite de domingo, Santos já havia sinalizado a decisão. "Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido." Em uma live no YouTube, o ativista ainda avaliou que o resultado das urnas foi pior do que o esperado, para a campanha e para a legenda.

Estadão
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