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vc repórter: protesto leva cerca de 10 mil às ruas de Blumenau

27 jun 2013 - 11h15
(atualizado em 27/6/2013 às 11h47)
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Blumenau -
Blumenau -
Foto: Jaime Batista da Silva / vc repórter

Um novo protesto levou cerca de dez mil pessoas às ruas de Blumenau na noite da última terça-feira, de acordo com estimativa da Polícia Militar.

Esta foi a terceira manifestação organizada na cidade em cerca de uma semana, desde que os moradores de Blumenau aderiram à série de protestos que tem mobilizado o País por diversas reivindicações.

De acordo com o Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transporte (Seterb), a concentração aconteceu em frente à prefeitura municipal às 18h, e o grupo iniciou uma caminhada passando pelas ruas Doutor Amadeus da Luz, 7 de Setembro, Amazonas, 15 de Novembro e pela avenida Beira-Rio. Conforme o grupo passava, as vias iam sendo bloqueadas, e o grupo se dispersou por volta das 21h. 

A manifestação foi organizada pelas redes sociais. Na página do evento, os moradores eram convidados a protestar entre outras demandas, por melhorias nas áreas de Saúde, Segurança e Educação, o fim da impunidade, duplicação da BR-470, e pelo andamento da Operação Tapete Negro, deflagrada em 2012 para investigar fraudes em licitações envolvendo a prefeitura. O ex-prefeito João Paulo Kleinübing estava entre os nomes investigados.

Tarifa de ônibus

Na segunda-feira, o atual prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) propôs uma segunda redução nas tarifas de ônibus da cidade, tendo como base projeto de isenção do ISS (Imposto Sobre Serviço) às empresas de transporte coletivo. Com a redução dos impostos, a passagem deve passar de R$ 2,90 para R$ 2,75.

Uma semana antes, Blumenau já havia sofrido a primeira redução no preço das passagens, após o cumprimento de uma liminar que obrigava a cidade catarinense a reduzir em pelo menos R$ 0,12. Bernardes cumpriu a liminar, e a tarifa caiu de R$ 3,05 para R$ 2,90.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-de-onibus/iframe.htm">veja o infográfico</a>

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Os internautas Jaime Batista da Silva, de Blumenau (SC) e Roberto Meira, de Brumado (BA), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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