Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Tragédia em Santa Maria

Projeto para reforma do prédio da Kiss não foi aprovado pela prefeitura

11 mar 2013 - 07h55
(atualizado às 07h59)
Compartilhar
Exibir comentários
Um incêndio de grandes proporções em uma casa noturna ocorreu na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. Segundo um segurança que trabalhava no local no momento do incêndio, muitas pessoas foram pisoteadas. Por volta das 10h40, foi encerrada a remoção dos corpos das vítimas em um caminhão da Brigada Militar. Eles foram levados para um ginásio da região central onde será feito o reconhecimento. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo teria iniciado com um sinalizador
Um incêndio de grandes proporções em uma casa noturna ocorreu na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. Segundo um segurança que trabalhava no local no momento do incêndio, muitas pessoas foram pisoteadas. Por volta das 10h40, foi encerrada a remoção dos corpos das vítimas em um caminhão da Brigada Militar. Eles foram levados para um ginásio da região central onde será feito o reconhecimento. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo teria iniciado com um sinalizador
Foto: Deivid Dutra / Agência Freelancer

O projeto de reforma do prédio para a instalação da boate Kiss não foi aprovado pela prefeitura de Santa Maria em 2009. Mesmo assim, normas legais que não colocam como exigência a aprovação do projeto para a concessão da licença de funcionamento, garantiram à casa noturna o alvará de localização em 2010. As instalações inadequadas da boate são apontadas como uma das causas do incêndio que matou 241 pessoas. Na quinta-feira, mais um sobrevivente recebeu alta do hospital. Agora, são 13 feridos que ainda seguem internados - três em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As informações são do jornal Zero Hora

Veja quem são as vítimas do incêndio em boate de Santa Maria

Veja como a inalação de fumaça pode levar à morte 

Veja relatos de sobreviventes e familiares após incêndio no RS

Veja a lista com os nomes das vítimas do incêndio da Boate Kiss

Para adequar o prédio onde abrigava até então um cursinho pré-vestibular ao novo uso, a arquiteta Cristina Gorski Trevisan pediu aprovação do Projeto de Reforma sem Ampliação do Imóvel para que, então, a boate funcionasse. Na prefeitura, o documento foi avaliado pelo arquiteto Rafael Escobar de Oliveira, que afirmou que pediu que fossem feitas 29 modificações, sendo que uma delas se referia a portas de emergência. O projeto foi devolvido à arquiteta pelo Escritório da Cidade com os pedidos de alterações, e começou a correr um prazo de 60 dias para o retorno à prefeitura. Segundo Oliveira, o projeto não voltou com as modificações, o que é considerado abandono. O registro que existe são de seis multas, no total de R$ 15 mil, que mostram que a Kiss começou a funcionar de maneira clandestina quatro dias depois de a arquiteta enviar o projeto de reforma, em 31 de julho de 2009. "Meu escritório fez o projeto de arquitetura de interiores em 2009. Ele foi aprovado pela prefeitura", garantiu Cristina por e-mail.

Incêndio na Boate Kiss

Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio deixou mais de 230 mortos em Santa Maria (RS). O fogo na Boate Kiss começou por volta das 2h30, quando um integrante da banda que fazia show na festa universitária lançou um artefato pirotécnico, que atingiu a espuma altamente inflamável do teto da boate.

Com apenas uma porta de entrada e saída disponível, os jovens tiveram dificuldade para deixar o local. Muitos foram pisoteados. A maioria dos mortos foi asfixiada pela fumaça tóxica, contendo cianeto, liberada pela queima da espuma.

<a data-cke-saved-href=" http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/santa-maria-homenagem/iframe.htm" href=" http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/santa-maria-homenagem/iframe.htm">veja o infográfico</a>

Os mortos foram velados no Centro Desportivo Municipal, e a prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde prestou solidariedade aos parentes dos mortos.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investiga documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergem sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

<a data-cke-saved-href=" http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tragedia-santamaria/iframe.htm " href=" http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tragedia-santamaria/iframe.htm ">veja o infográfico</a>

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

No dia 25 de fevereiro, foi criada a Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. A intenção é oferecer amparo psicológico a todas as famílias, lutar por ações de fiscalização e mudança de leis, acompanhar o inquérito policial e não deixar a tragédia cair no esquecimento.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade