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Tragédia em Santa Maria

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Cai para 48 o número de vítimas da tragédia em boate internadas no RS

Do total, 11 pacientes respiram com a ajuda de aparelhos

11 fev 2013 - 21h48
(atualizado às 21h49)
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<p>Imagem publicada no Facebook na sexta-feira mostra um encontro entre os feridos que seguiam internados no Hospital de Caridade de Santa Maria</p>
Imagem publicada no Facebook na sexta-feira mostra um encontro entre os feridos que seguiam internados no Hospital de Caridade de Santa Maria
Foto: Reprodução

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul informou que 48 pacientes feridos no incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, permanecem internados em hospitais do Estado nesta segunda-feira. De acordo com o último boletim divulgado pela pasta, com dados da Força Nacional do SUS e da Regulação do Estado, 11 desses pacientes respiram com a ajuda de aparelhos.

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Porto Alegre é a cidade com o maior número de internações, com 33 pacientes, sendo 11 em ventilação mecânica. Em Santa Maria, estão internados outras 12 pessoas. Os outros pacientes estão em hospitais de Canoas (2) e Caxias do Sul (1).

Na tarde desta segunda-feira, o jovem Delvani Rosso foi transferido do Hospital de Caridade de Santa Maria para o Pronto-Socorro de Porto Alegre (HPS). Segundo a equipe médica, o paciente está estável e já tinha transferência prevista para a capital gaúcha para a realização de cirurgias plásticas reconstrutoras.

Na noite de domingo, morreu a 239ª vítima do incêndio. Rodrigo Taugen, 29 anos, era natural de Júlio de Castilhos e estava internado no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

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A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Fonte: Terra
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