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SP: hospital suspende coleta de medula após morte de doadora

6 jul 2011 - 18h09
(atualizado às 18h12)
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Chico Siqueira
Direto de Araçatuba (SP)

O Hospital de Base (HB), de São José do Rio Preto (SP), anunciou nesta quarta-feira que suspendeu o serviço de coleta de medula óssea e abriu sindicância para apurar as circunstâncias da morte da estudante de enfermagem Luana Neves Ribeiro, de 21 anos. A jovem morreu na noite de segunda durante procedimentos médicos para doação da medula para uma criança de quatro anos, moradora do Rio de Janeiro.

A informação é do médicos hematologistas responsáveis pelo Serviço de Transplantes de Medula Óssea, Otávio Ricci Junior, e dos diretores clínico, Jorge Dib Adas, e administrativo, Jorge Fares. "O serviço de coleta de medula óssea será suspenso temporariamente por questões administrativas", afirmou Ricci Junior. Ele não quis revelar quais seriam os problemas, mas a suspensão estaria ligada ao abalo que a morte causou na equipe dele.

O hospital, no entanto, continuará com os transplantes de medula entre parentes. Segundo o médico, apenas as coletas destinadas a pacientes em outros hospitais será paralisada por tempo indeterminado.

De acordo com Fares, foi a primeira morte ocorrida em 400 coletas realizadas pelo hospital em dez anos de transplantes. "A partir da instauração da sindicância interna, a comissão tem até 30 dias para apresentar relatório conclusivo à Diretoria do Hospital, que tomará as medidas cabíveis", afirmou Dib Adas.

Porém, a sindicância aberta hoje terá andamento na prática depois que a comissão receber o laudo da necropsia que deverá estar pronto entre sete e dez dias. "A previsão é que o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) emita laudo conclusivo da causa da morte até a próxima terça-feira, 12 de julho, laudo este que será enviado à Diretoria do Hospital de Base", ressaltou Fares.

Luana teve um choque hipovolêmico e uma parada cardíaca quando voltou ao hospital, na noite de segunda. Os médicos da emergência tentaram reanimá-la por 30 minutos sem sucesso. A garota, que estudava enfermagem na Universidade de Marília (Unimar), morava em Promissão (SP), e foi escolhida na lista nacional de doadores para fazer a doação da medula a uma criança de 4 anos de idade, do Rio de Janeiro. A coleta da medula seria feita na manhã de terça em Rio Preto e enviada para o transplante, que seria realizado em Ribeirão Preto.

Na manhã de segunda, Luana viajou até São José do Rio Preto (SP) e se apresentou no HB para ser submetida aos procedimentos necessários para a doação. Ela receberia um implante de cateter por onde os médicos fariam a coleta através de uma máquina chamada aférese, que separa as plaquetas para serem coletadas. O aparelho é ligado ao cateter que fica em alguma artéria ou veia do paciente. Normalmente, o cateter é implantado nas veias dos braços, mas no caso de Luana, isso não foi possível. "A paciente não tinha acesso venoso suficiente nos braços para colocação na máquina, por isso foi preciso implantar um cateter na jugular, mas este é procedimento simples e com pouco risco ao paciente", explicou Ricci.

De acordo com familiares de Luana, depois de ser liberada do implante, ela foi para o hotel, onde no começo da noite de segunda passou mal até ser levada de volta ao hospital, onde acabou morrendo.

Fonte: Terra
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