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SP: Ceagesp entra na Justiça com pedido de reintegração de posse

29 mar 2012 - 15h00
(atualizado às 15h39)
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A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) entrou na tarde desta quinta-feira com um pedido judicial de reintegração de posse do local, que continua fechado pelas manifestações de carregadores, vendedores e permissionários que trabalham no local.

A Polícia Militar ajudou na negociação entre comerciantes e a diretoria da Ceagesp
A Polícia Militar ajudou na negociação entre comerciantes e a diretoria da Ceagesp
Foto: Fernando Borges / Terra

De acordo com a assessoria da companhia, a diretoria da Ceagesp aguarda, paralelamente, um pedido de reunião por parte dos manifestantes, para que o impasse seja resolvido sem a necessidade de intervenção de força policial. Até as 14h50 desta quinta, o Justiça não havia se manifestado sobre o pedido.

De acordo com Luiz Ramos, diretor operacional da Ceagesp, foram feitas, ontem e hoje, duas reuniões propondo a suspensão da licitação por 15 dias, para que possa se discutir como será o novo funcionamento da cobrança que os manifestantes chamam de "pedágio".

O dirigente negou que a companhia tenha se recusado a negociar com os permissionários. Segundo Ramos, a companhia não abre mão do pedágio, pois uma estimativa feita pela Ceagesp verificou que a companhia gastaria R$ 20 milhões para instalar um sistema de câmeras de monitoramento e obras de remanejamento de trânsito. "A companhia não tem recursos para fazer isso sozinha. Essas obras são para melhorias do próprio mercado", disse o dirigente.

Entenda o caso

Segundo a Ceagesp, a polêmica está envolta em um processo licitatório para a implantação e operação de monitoramento por vídeos, controle de acesso de portarias e ordenação da circulação de veículos e pedestres no entreposto de São Paulo. A iniciativa veio em resposta a uma cobrança do Ministério Público para redução de casos de prostituição infantil e tráfico de drogas, denúncias recorrentes no local.

Para viabilizar financeiramente o projeto, a companhia afirma que precisa criar uma taxa para a entrada e a permanência de caminhões no local, que pode chegar até a R$ 60 para caminhões que permaneceram mais de 10 horas no entreposto. Os trabalhadores contestam a medida e afirmam já pagar muitos encargos, e acrescentam que a medida tornará mais caros os alimentos.

Segundo a diretoria da Ceagesp, além de coibir crimes, outro propósito do sistema de vigilância e da cobrança de taxa seria evitar abuso por parte dos caminhoneiros. Os dirigentes afirmam que muitos motoristas deixam o veículo dentro da Ceagesp por até três dias, quando o suficiente para carga e descarga seria de 6h. A cobrança, que começaria efetivamente em 15 meses, segundo eles, inibiria esse tipo de comportamento.

Fonte: Terra
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