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Ceará já prendeu e autuou 168 pessoas por onda de ataques

Governo do Ceará diz que está 'reforçando ainda mais o policiamento'; governo federal amplia efetivo de agentes da Força Nacional

8 jan 2019
13h47
atualizado às 14h30
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SÃO PAULO - Subiu para 168 o número de pessoas presas e autuadas por suposta participação na onda de ataques que ocorrem na região metropolitana e no interior do Ceará desde quarta-feira, 2. A informação foi divulgada nas redes sociais nesta terça-feira, 8, pelo governador do Estado, Camilo Santana (PT).

Do total, ao menos 20 pessoas foram detidas desde o meio-dia de segunda-feira, 7. "Outras estão em investigação e poderão ser presas a qualquer momento. Estamos reforçando ainda mais o policiamento na capital e também no interior, com o apoio de tropas federais e estados parceiros", declarou o governador.

"Já determinei à cúpula da segurança que empregue todos os esforços necessários. Lideranças criminosas estão sendo identificadas e as transferências para presídios federais estão em curso. Não haverá tolerância com o crime."

Força Nacional presente em Fortaleza
Força Nacional presente em Fortaleza
Foto: WELLINGTON MACEDO / Estadão Conteúdo

No domingo, 6, parte dos presos começou a ser transferida do sistema penitenciário cearense para presídios federais, após decisão do governo federal. Ao "Estado", o secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, disse que a onda de ataques é uma resposta à iniciativa do governo estadual de enfrentar o crime organizado dentro de presídios.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), comandado por Sérgio Moro, também decidiu enviar reforço da Força Nacional para atuar na repressão à onda de crimes. Já havia 330 homens atuando no local desde sábado, 5, e o número será ampliado para 406, além de um total de 96 viaturas.

Pelos dados do MJSP, houve 144 ataques entre a quarta-feira, 2, e o domingo, 6, na capital Fortaleza, na região metropolitana e no interior do Estado. Números da segunda-feira não foram informados pelo ministério, mas o governo estadual registrava pelo menos 21 ataques até o meio da tarde.

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Estadão

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