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RN: prefeitura de Natal é invadida por motoristas de vans

Manifestantes querem passe único para ônibus e alternativos

24 jul 2013 - 11h25
(atualizado às 11h25)
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O Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura de Natal, foi invadido na manhã desta quarta-feira por permissionários do transporte alternativo, que operam com vans. Eles chegaram no prédio logo às 8h e ocuparam o espaço. A principal reivindicação da categoria é a unificação do cartão de passagens utilizado nos ônibus da capital.

Por volta das 10h, a porta principal do Palácio estava fechada. Os motoristas do chamado “transporte alternativo” não permitem a entrada de ninguém no prédio. Eles exigem a negociação direta com o prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT). O chefe do Executivo, no entanto, não se encontra na cidade.

A Guarda Municipal está no local, mas ainda não teve acesso ao interior do imóvel, onde estão os permissionários. A rua Ulisses Caldas, endereço do Palácio Felipe Camarão, está interditada. Vinte vans bloquearam o trânsito.

Protestos contra tarifas

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas. 

Fonte: Especial para Terra
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