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RJ: Teresópolis e Petrópolis continuam em estado de alerta

4 jan 2013 - 14h54
(atualizado às 14h54)
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Os municípios de Teresópolis e Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, continuam nesta sexta-feira em estado de alerta devido à chuva que atinge todo o Estado. Em entrevista à Rádio Nacional, o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, informou que cerca de 30 pessoas ainda estão desalojadas em casas de parentes e que o serviço de engenharia da prefeitura está fazendo o laudo técnico para saber se houve perda total ou parcial dos imóveis dos moradores.

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"Acabamos de assumir a prefeitura e ainda estamos dando um diagnóstico muito superficial da situação", disse. "Este período é muito crítico, por isso é muito importante contar com a colaboração de todos. Nós estamos trabalhando de maneira muito entrosada com a Defesa Civil. Com a diminuição da chuva e a queda de temperatura, tenho a esperança de que nós conseguiremos melhorar a limpeza da cidade, que estava cheia de lixo, uma situação bem similar à de Caxias (município da Baixada Fluminense)", acrescentou Bomtempo.

Em Teresópolis, mesmo com a diminuição da chuva, o risco de deslizamentos na cidade também preocupa as autoridades. De acordo com o último boletim da Defesa Civil, divulgado hoje, 50 pessoas estão desalojadas. Não houve registros de ocorrências na noite de ontem, nem na madrugada desta sexta-feira. Treze moradores da Ilha do Caxangá, no bairro do Caxangá, foram encaminhados para um ponto de apoio da prefeitura, após a queda de uma árvore. Outras sete áreas também permanecem em estado de atenção: Santa Cecília, Vale da Revolta, Fonte Santa e Quinta Lebrão, assim como as comunidades do Rosário, Pimentel e Perpétuo, no bairro de São Pedro, onde os agentes fazem vistorias para confirmar o número de desabrigados.

Segundo a Defesa Civil de Teresópolis, nas últimas 24 horas houve um acumulado de 70 mm de chuva, volume máximo registrado este ano no bairro da Tijuca, onde fica a sede do órgão. A chuva também obrigou as autoridades a interditar a BR-116 no trecho da serra na madrugada desta sexta-feira. O bloqueio vai do km 89 até o km 104, entre Guapimirim e Teresópolis. Segundo a Concessionária Rio-Teresópolis (CRT), que administra a via que liga o Rio a Teresópolis, a medida foi tomada por precaução por causa do alto risco de deslizamentos. O trecho, que deveria ser liberado às 19h45, só deve ser aberto ao tráfego às 22h, segundo a empresa.

Histórico de deslizamentos

Em janeiro de 2011, a baixada fluminense enfrentou a maior tragédia climática da história do Brasil. Foram 918 mortos e mais de 215 desaparecidos após as fortes chuvas que atingiram sete municípios da região. As cidades mais atingidas foram Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Bom Jardim, Areal, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

No ano anterior, em 2010, uma série de deslizamento deixou 30 mortos em Angra dos Reis nas primeiras horas do dia 1º de janeiro. O deslizamento de uma encosta atingiu uma pousada e sete casas na Ilha Grande, matando pelo menos 19 pessoas. No continente, 11 pessoas morreram em outro desmoronamento.

Agência Brasil Agência Brasil
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