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RJ planeja extravasores para acabar com cheias no rio Muriaé

8 jan 2012 - 09h27
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O governo do Rio de Janeiro pretende construir três extravasores e uma barragem ao longo do rio Muriaé, na região Noroeste do Estado, para controlar as enchentes nos centros urbanos dos municípios ribeirinhos, quando houver grande precipitação pluviométrica em Minas Gerais, onde o rio nasce. Para realizar as obras, o governador Sérgio Cabral solicitou ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, na última quinta-feira, a liberação de recursos no valor de R$ 350 milhões.

Tão logo as verbas sejam liberadas pela União, o governo estadual que construir o extravasor de Laje de Muriaé, a primeira cidade do Estado a sofrer as consequências das chuvas e que já conta com um projeto básico pronto. O plano, porém, é implantar o sistema também em Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira, cidades que igualmente sofrem com as inundações.

Pelos cálculos da Secretaria do Governo, a obra, uma vez iniciada, será concluída em 12 meses, o que livrará a cidade das enchentes que a afligem toda vez que o rio Muriaé transborda. O projeto do sistema, feito pela Subsecretaria de Projetos e Intervenções Especiais da Secretaria do Ambiente, está orçado em R$ 40 milhões.

Segundo o subsecretário Antônio da Hora, o extravasor em Itaperuna está calculado em R$ 45 milhões, mesmo valor do previsto para Italva. Já em Cardoso Moreira, em princípio, o plano é construir uma barragem, ao custo de R$ 200 milhões, solução mais adequada devido às dificuldades geológicas da área. A ideia é reter as águas em tempos de cheia e só liberá-las em pequena quantidade.

Considerando a população dessas cidades, devem ser beneficiadas perto de 30 mil pessoas. Os projetos ainda são feitos e devem ficar prontos em meados deste ano. Os de Itaperuna e Italva têm um tempo de execução estimado em 12 meses e a barragem em Cardoso Moreira em dois anos.

Laje de Muriaé servirá de modelo para implantação dos extravasores

O extravador de Laje de Muriaé, pronto para ser licitado, servirá de modelo. Com 7,5 mil habitantes, a cidade é a primeira no Estado a sofrer as consequências das cheias do rio, como no início desta semana, em que o nível da água subiu quase 3 m acima da calha e deixou desabrigadas e desalojadas 2,5 mil moradores.

O sistema de controle de cheias é composto pela construção de uma pequena barragem num ponto 2 km acima da cidade e, a partir dela, da abertura de um canal de cerca de 6 km pelo qual será desviado o excesso de água que, mais embaixo, voltará ao rio, contornando o perímetro urbano.

"A barragem vai regular o limite de vazão, de forma que não provoque enchente na cidade. No ponto em que a vazão começa a transbordar, a água excedente será desviada por este canal", explicou Da Hora.

O canal terá 40 m de largura e uma profundidade de até 8 m, variando de acordo com o terreno. Pelos estudos feitos pela Secretaria do Ambiente, a calha do rio Muriaé, em condições normais, tem uma vazão entre 45 e 50 m cúbicos ao passar por Laje de Muriaé, mas, comporta até 250 a 300 m cúbicos por segundo, sem causar danos à cidade. A partir daí, o excesso de água até 300 m cúbicos por segundo pode ser desviado pelo canal extravasor. Segundo Da Hora, serão construídas pontilhões para não prejudicar a mobilidade de pessoas e animais da zona rural.

Pelos estudos feitos, o extravasor será suficiente para garantir tranquilidade à população por, no mínimo, 25 anos, tempo que especialistas estimam, de acordo com o subsecretário, para que ocorra uma precipitação de chuvas acima de 300 m cúbicos por segundo. O projeto básico prevê o controle das águas dentro do perímetro do extravasor mesmo com a expansão demográfica das cidades, desde que a população cresça em direção contrária às margens.

"Será uma ação municipal não deixar a população se desenvolver às voltas do rio e, mais ainda, nas margens antes e depois do extravasor", completou Da Hora. De acordo com os estudos da Secretaria do Ambiente, o problema na bacia hidrográfica das regiões Norte e Noroeste só será definitivamente resolvido quando forem feitas barragens de contenção em Minas Gerais no rio Muriaé e no rio Pomba, que também corta cidades fluminenses, como Santo Antônio de Pádua e Cambuci, antes de desaguar no Paraíba do Sul.

Veja o mapa das enchentes no Sudeste

Clique nos pontos destacados no mapa e veja a situação de cada município afetado pela chuva:

Por volta das 18h, mais de 300 famílias já haviam sido removidas nos locais onde as águas chegaram primeiro
Por volta das 18h, mais de 300 famílias já haviam sido removidas nos locais onde as águas chegaram primeiro
Foto: Gerson Gomes / EFE
Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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