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Rio: presidente da Viradouro renuncia

14 mai 2010 - 03h35
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Passados mais de três meses após o rebaixamento da Viradouro, o presidente da escola Marco Lira renunciou ,nessa quinta-feira, dando início ao fim da agonia que a vermelho-e-branco de Niterói estava vivendo. Conforme já era esperado, o dirigente apresentou a carta de renúncia durante uma reunião com representantes dos conselhos deliberativo e fiscal na quadra. Quem assume o cargo provisoriamente é o presidente do conselho deliberativo, Ferreira.

O mesmo terá que convocar eleições dentro de três meses, como prevê o estatuto. Na reunião também foi anunciada a criação de uma comissão de conselheiros formada por oito integrantes que vai fazer um levantamento dos bens deixados por Lira na quadra e no barracão.

A Viradouro vive sua pior crise em 20 anos, tempo que ficou no Grupo Especial. Obrigada a sair da Cidade do Samba, conforme previsto no regulamento da Liesa, a escola não tem sequer dinheiro para fazer a mudança. Entre os profissionais da agremiação, ninguém sabe ao certo quem está mantido para o Carnaval 2011. Recentemente, a escola teve duas grandes baixas: o coreógrafo Sérgio Lobato e o puxador Wander Pires saíram fazendo críticas à diretoria.

Futuro indefinido

Nos bastidores, comenta-se que Júnior Guimarães, filho do ex-presidente da Liesa Capitão Guimarães, seria um dos candidatos interessados em assumir a presidência. Entre integrantes da comunidade, o nome de Luma de Oliveira, que chegou a lançar chapa no último pleito, ocorrido há dois anos, é cotado. A família do bicheiro José Carlos Monassa Bessil, ex-patrono da escola falecido em 2005, também poderia indicar um nome.

Sem prestígio na Liesa e na Lesga

Nas reuniões da Liesa, Marco Lira não era visto há meses. Integrantes da diretoria da entidade não escondiam mais a insatisfação com o fato de nenhum representante da vermelho-e-branco frequentar os encontros. A gota d´água aconteceu em abril, quando a escola não enviou ninguém para receber os cadernos com as justificativas dos jurados.

Semanas depois houve uma saia justa na Lesga. A entidade do Grupo de Acesso se reuniu, mas não contou com a presença de nenhum representante da Viradouro. Desde o Carnaval, a Viradouro ainda não entregou documentos necessários na sede da Lesga. Lira assumiu o comando da escola em 2005 após a morte de José Carlos Monassa.

Em 2008 foi reeleito e seu mandato acabaria em 2012. Atualmente, a escola vinha acumulando muitas dívidas junto aos fornecedores. O resultado foi o péssimo rendimento na Avenida, que culminou no rebaixamento para o Grupo de Acesso A.

Bem antes disso, o dirigente tomou decisões polêmicas como a demissão dos intérpretes Dominguinhos do Estácio, Nêgo e do carnavalesco Paulo Barros. Marco Lira ainda foi alvo de um atentado no dia 11 de janeiro de 2008. Na época, disse que tinha sido vítima de uma tentativa de assalto.

Fonte: O Dia
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