Público busca respeito, curtição e celebração na Parada Gay
10 jun2012 - 17h25
(atualizado às 17h27)
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Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
Entre os milhares de participantes da 16ª Parada do Orgulho LGBT, realizada na avenida Paulista, em São Paulo, cada um tinha consigo um sentimento para estar no evento. Curtir o evento, celebrar a festa, exigir mais respeito à comunidade, ou mesmo distrair um pouco a cabeça. Depois de uma semana de chuva em São Paulo, este domingo foi marcado pela presença do sol e os termômetros marcando acima dos 30º C.
"É uma discriminação dupla. Até aqui na parada, há muito o culto do corpo. E a questão do homossexual idoso é um assunto complicado no Brasil", critica
Foto: Adriano Lima / Terra
Sozinho, o aposentado Ricardo Aguieiras, 66 anos, trouxe o seu recado em um cartaz, que carregou durante o evento. "Gays idosos também são muito gostosos."
Pela idade e por ser homossexual, ele se diz discriminado duplamente. "É uma discriminação dupla. Até aqui na Parada, há muito o culto do corpo. E a questão do homossexual idoso é um assunto complicado no Brasil. Há asilos, por exemplo, que nem aceitam homossexuais", diz.
Para ele, vivemos em uma sociedade que glorifica o jovem. "Aqui as pessoas não acreditam que vão envelhecer, morrer. Vivemos em uma ditadura da estética", afirma.
Sem se preocupar muito com a causa dos homossexuais, o vendedor Renzo Brito, 19 anos, esteve na avenida Paulista apenas por "curtição". Segundo ele, quem vai à Parada é para se divertir. "A questão dos protestos e tudo mais fica para depois", diz.
Graziele Algate, 29 anos, também vendedora, disse estar na festa para celebrar os direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. "É uma festa para todos. Eles têm lutado muito pelos seus direitos e a própria Parada é um resultado disso", afirma.
A dentista Daniele Gomes, 26 anos, veio pela primeira vez à festa e disse que se surpreendeu. "Isso aqui é muito mais família do que eu imaginava. Adorei", resumiu.
A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, chega para a coletiva da 16ª Parada do Orgulho LGBT no Teatro Raul Cortez, sede da Federação do comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, discursa durante a coletiva da 16ª Parada do Orgulho LGBT; estima-se que milhões de paulistanos e turistas devam comparecer à Parada Gay, que chega à sua 16ª edição na capital
Foto: Adriano Lima / Terra
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a ex-prefeita, Marta Suplicy, participam da coletiva de imprensa da 16ª edição da Parada Gay; um esquema especial de policiamento foi planejado com 1,5 mil policiais militares posicionados nas ruas da atração, perto da avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
A coletiva de imprensa da 16ª Parada Gay aconteceu na manhã deste domingo, em São Paulo, com a participação da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy; são esperados catorze trios elétricos no desfile da parada, nesta tarde
Foto: Adriano Lima / Terra
Com o tema "Homofobia tem cura: educação e criminalização!", a 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo espera reunir nesta tarde cerca de 3 milhões de pessoas na avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Serão mais de 1.500 policiais para garantir a segurança do evento e foram instalados quatro hospitais de campanha, com 160 leitos
Foto: Adriano Lima / Terra
De acordo com Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a festa já é uma marca da cidade, mas a luta pelos direitos dos LGBTs deve ser a pauta deste dia
Foto: Adriano Lima / Terra
Estima-se que o evento atraia cerca de 600 mil turistas para a cidade, com a arrecadação de R$ 200 milhões em receita
Foto: Adriano Lima / Terra
16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo agita a avenida Paulista, em São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
Participante da Parada faz homenagem à presidente Dilma Roussef
Foto: Adriano Lima / Terra
Cerca de 3 milhões de pessoas são esperadas na avenida Paulista, neste domingo
Foto: Adriano Lima / Terra
Parada do Orgulho LGBT de São Paulo lota a avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Parada tem como objetivo a luta contra a homofobia
Foto: Adriano Lima / Terra
Pessoas se fantasiaram para participar da 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
"Mulher Maravilha" chamou atenção das pessoas na Parada
Foto: Adriano Lima / Terra
Meninas fazem pose durante a Para LGBT, em São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
Drag Queens foram destaque na Parada do Orgulho LGBT
Foto: Adriano Lima / Terra
Parada LGBT ocorre na avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Pessoas se concentram em frente ao Masp durante a Parada LGBT
Foto: Adriano Lima / Terra
Cerca de 1.500 policiais devem fazer a segurança durante a Parada
Foto: Adriano Lima / Terra
16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), Celso Russomanno, afirmou durante a 16ª Parada do Orgulho LGBT, na capital paulista, que é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, porém, favorável à união civil
Foto: Adriano Lima / Terra
A cantora Fafa de Belém prestigiou a 16ª Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
Geyse Arruda chega para prestigiar a 16ª Parada do Orgulho Gay, em São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
Deputado Jean Wyllys discursa durante a Parada do Orgulho LGBT
Foto: Adriano Lima / Terra
Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, faz pose junto com participante da Parada do Orgulho LGBT
Foto: Adriano Lima / Terra
A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, discursa durante a Parada do Orgulho LGBT
Foto: Adriano Lima / Terra
Parada do Orgulho LGBT tem como objetivo o combate contra a homofobia
Foto: Adriano Lima / Terra
Milhares de pessoas prestigiam a manifestação contra a homofobia e em defesa da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) na avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Participantes ficam embaixo de bandeira colorida, símbolo da Parada do Orgulho LGBT
Foto: Adriano Lima / Terra
Participantes da Parada agitam bandeira de São Paulo durante a marcha
Foto: Adriano Lima / Terra
Ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy afirmou que o combate à homofobia retrocedeu nos últimos anos
Foto: Adriano Lima / Terra
Drag Queen faz pose durante a Parada, em São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
Tema da 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT "Homofobia tem cura: educação e criminalização!"
Foto: Adriano Lima / Terra
Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, afirmou que a festa já é uma marca da cidade, mas a luta pelos direitos dos LGBTs deve ser a pauta deste dia
Foto: Adriano Lima / Terra
Cerca de 3 milhões de pessoas devem passar pela avenida Paulista neste domingo
Foto: Adriano Lima / Terra
Segundo Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, afirma que os direitos humanos não devem ser utilizados como moeda de troca. "Esses são direitos que já são nossos e irrevogáveis"
Foto: Adriano Lima / Terra
Parada do Orgulho Gay lotou a avenida Paulista de simpatizantes
Foto: Adriano Lima / Terra
Parada do Orgulho Gay tomou os dois sentidos da avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Participantes fazem a festa durante a Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo
Foto: Adriano Lima / Terra
A delegada Margarete Barreto, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), afirmou que o desafio deste domingo é fazer com que a parada seja segura e não haja qualquer tipo de ataque contra os participantes
Foto: Adriano Lima / Terra
Estima-se que o evento atraia cerca de 600 mil turistas para a cidade, com a arrecadação de R$ 200 milhões em receita
Foto: Adriano Lima / Terra
Parte do manifesto lido pelos responsáveis pela Parada afirmava que "o Brasil está doente. Todas e todos nós, que nascemos e vivemos neste solo, estamos vulneráveis. A homofobia é um vício social que atinge e corrompe a cidadania. Ninguém está imune"
Foto: Adriano Lima / Terra
"A nossa luta não é nova. Os números da discriminação estão estampados em jornais por todo o território nacional e já não há dúvida sobre a histórica condição de opressão a que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais estão submetidos", afirma o comunicado da associação responsável pela Parada
Foto: Adriano Lima / Terra
Participantes da Parada pedem igualdade e término da homofobia
Foto: Adriano Lima / Terra
3 milhões de pessoas devem participar da Parada na avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Trio de 'escoseses' desfilaram na avenida Paulista
Foto: Cleide isabel / vc repórter
Drag Queen faz pose durante a Parada, em São Paulo
Foto: Cleide isabel / vc repórter
Multidão na avenida Paulista neste domingo, em São Paulo
Foto: Cleide isabel / vc repórter
Jovens se beijam durante o evento na avenida Paulista
Foto: Adriano Lima / Terra
Sem se preocupar muito com a causa dos homossexuais, o vendedor Renzo Brito, 19 anos, esteve na avenida Paulista apenas por "curtição". Segundo ele, quem vai à parada é para se divertir
Foto: Adriano Lima / Terra
Como de costume, o público caprichou no figurino
Foto: Adriano Lima / Terra
As amigas Graziele e Daniele vieram juntas para a parada. "Isso aqui é muito mais família do que eu imaginava. Adorei", disse Daniele, que veio pela primeira vez à festa
Foto: Adriano Lima / Terra
A família veio fantasiada e unida para curtir o desfile
Foto: Adriano Lima / Terra
Sozinho, o aposentado Ricardo Aguieiras, 66 anos, trouxe o seu recado em um cartaz, que carregou durante o evento. Pela idade e por ser homossexual, ele se diz discriminado duplamente
Foto: Adriano Lima / Terra
"É uma discriminação dupla. Até aqui na parada, há muito o culto do corpo. E a questão do homossexual idoso é um assunto complicado no Brasil", critica
Foto: Adriano Lima / Terra
Cada um tinha consigo um sentimento para estar ali: curtir o evento, celebrar a festa, exigir mais respeito à comunidade, ou mesmo distrair um pouco a cabeça