Proibidos em SP, empresas oferecem saltos radicais e rapel no Viaduto Sumaré
Saltos são amplamente divulgados nas redes sociais e formam longas filas na região, mesmo com proibição
Com ampla divulgação nas redes sociais, não é difícil encontrar empresas ofertando saltos radicais do Viaduto Sumaré, na zona oeste de São Paulo. As práticas vão desde rapel ao bungee jump e rope jump -- atividade na qual a jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, perdeu a vida no último fim de semana, em Limeira, no interior de São Paulo.
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Apesar dos saltos acontecerem abertamente, em algumas ocasiões formando longas filas de praticantes sobre a avenida, os esportes radicais no local são proibidos pela Prefeitura de São Paulo.
“O local é monitorado periodicamente pela Subprefeitura Lapa, com apoio da Guarda Civil, para coibir irregularidades e garantir a segurança da população”, diz a gestão municipal. A Prefeitura, porém, não informa dados de ocorrências de irregularidades encontradas durante tais monitoramentos.
Nas redes sociais, os praticantes compartilham vídeos de suas experiências e fazem recomendações das empresas contratadas. O salto é anunciado como sendo 25 metros de queda em uma altura de quase 30 metros. Uma das empresas anuncia que o valor para fazer o rope jump do Viaduto Sumaré é R$ 99,00.
Uma outra empresa anuncia aos interessados que o salto ocorre por ordem de chegada, sem precisar de agendamento prévio. "Só vem voar", dizia o texto.
No ano passado, chegou a acontecer um acidente com uma praticante de bungee jump no Viaduto, mas as atividades continuaram ainda assim. Em outubro, uma mulher bateu a cabeça na ponte depois de pular. Ela não teve ferimentos graves.
Jovem saltou de bungee jump do Viaduto Sumaré Zona Oeste de São Paulo e bateu violentamente a cabeça ao ser lançada pelo grupo que acompanhava.
A moça foi ricocheteada com forca e acabou batendo a cabeca na estrutura do viaduto. 0 acidente aconteceu no dia 3 de outubro.
Passa bem pic.twitter.com/2KKVQtQlkZ
— Tumulto BR (@TumultoBR) December 6, 2025
Rope jump
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, no interior de São Paulo, levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados na atividade. A jovem caiu de uma altura de cerca de 40 metros após ser lançada de uma plataforma sem estar presa à corda de segurança.
O rope jump é uma modalidade de esporte radical em que a pessoa salta de uma estrutura elevada presa a cordas e equipamentos de segurança que amortecem a queda. Diferentemente do bungee jump tradicional, o praticante realiza um movimento semelhante ao de um pêndulo após o salto.
O caso ocorreu na manhã de sábado, 13, na chamada Ponte do Esqueleto, e é investigado pela Polícia Civil. Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que os responsáveis pela atividade teriam esquecido de conectar a corda de segurança antes do salto.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda sendo conduzida por funcionários até a plataforma. Ela é lançada do local e, segundos depois, pessoas percebem o erro e gritam: "A corda" e "Gente, a corda".
De acordo com a Polícia Civil, a corda que deveria protegê-la permaneceu enrolada no chão da plataforma, o que é possível ver no vídeo.
*com informações do Estadão

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