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Polícia Civil resgata três jovens de cárcere privado e trabalho análogo à escravidão em Ijuí

Vítimas eram mantidas em casa noturna ligada a facção sob esquema de servidão por dívidas; uma das mulheres está grávida

26 ago 2026 - 11h53
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Resumo
A Polícia Civil resgatou três jovens, incluindo uma gestante, de cárcere privado e trabalho análogo à escravidão em uma casa de prostituição em Ijuí (RS). Alvos de uma organização criminosa na Operação Momentum Libertatis, as vítimas eram retidas por dívidas forçadas e sofriam agressões. O local foi interditado, um segurança armado acabou preso em flagrante e a polícia pediu a prisão preventiva de mais dois envolvidos. O caso segue sob investigação sigilosa.

Três mulheres com idades na faixa dos 20 anos foram resgatadas de uma situação de cárcere privado e exploração em condições análogas à de escravidão em uma casa de prostituição em Ijuí, no Noroeste do Estado. Entre as vítimas está uma jovem de 25 anos em estado gestacional. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil durante a Operação Momentum Libertatis.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

As investigações apontam que o estabelecimento era comandado por uma organização criminosa. De acordo com o inquérito, as jovens ingressavam voluntariamente no local, mas eram submetidas a cobranças e dívidas artificiais progressivas que se tornavam impagáveis. A partir do endividamento forçado, passavam a ter a liberdade cerceada e a sofrer agressões físicas e retenção no espaço.

As ações de resgate ocorreram em duas etapas: duas vítimas foram retiradas do endereço e o imóvel foi interditado pelos agentes; no dia seguinte, a equipe policial retornou ao local e conseguiu libertar a terceira mulher.

Durante o cumprimento dos mandados, um homem responsável pela segurança armada do recinto foi preso em flagrante. A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva de outros dois suspeitos vinculados ao esquema criminoso, medidas que aguardam deliberação do Poder Judiciário.

A ofensiva foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Ijuí, com apoio do Ministério Público e órgãos assistenciais. O caso segue sob sigilo para apurar crimes de redução a condição análoga à de escravo, cárcere privado, aliciamento sexual, rufianismo e lesão corporal.

Porto Alegre 24 horas
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