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Operação Intimoratus ataca esquema criminoso de agiotagem e extorsão no Vale do Paranhana

Investigação conjunta da Polícia Civil prendeu 12 pessoas e revelou rede que usava violência e apoio de profissionais para tomar bens de vítimas e terceiros

30 mai 2026 - 11h30
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A Polícia Civil deflagrou, na última sexta-feira (29), a Operação Intimoratus, uma ofensiva estruturada para desarticular grupos criminosos dedicados à prática de agiotagem e extorsão na Região Metropolitana e no Vale do Paranhana. A ação foi coordenada em conjunto pelas Delegacias de Polícia de Sapiranga e de Nova Hartz, tendo como cenário o cumprimento de ordens judiciais nos municípios de Sapiranga e Taquara. As apurações que deram origem à operação tiveram início no final do ano de 2025, motivadas pelos primeiros registros de ocorrências por extorsão levados às autoridades.

Foto: Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

A mobilização policial resultou na prisão de 12 pessoas e na apreensão de duas pistolas. O modelo de atuação do bando consistia na oferta de empréstimos financeiros de fácil acesso, porém atrelados a taxas de juros abusivas que oscilavam entre 30% e 40% ao mês. Os investigadores constataram que os criminosos recusavam a quitação das parcelas mesmo quando as vítimas efetuavam os pagamentos regulares, criando um mecanismo de endividamento perpétuo para exigir quantias financeiras adicionais e a transferência forçada de bens de alto valor, tais como veículos e imóveis residenciais.

O esquema expandia as cobranças para além dos contratantes originais, transferindo os débitos fictícios para o círculo de amigos e familiares das vítimas. O monitoramento policial identificou também episódios em que cidadãos sem qualquer vínculo com os agiotas eram submetidos a extorsões sob o pretexto de empréstimos inexistentes. De acordo com o delegado Clóvis Nei, o grupo utilizava métodos severamente violentos para assegurar a obtenção das vantagens financeiras, alternando entre intimidações psicológicas e o sequestro de pessoas.

Um dos pontos que despertou a atenção das equipes de investigação foi o envolvimento de profissionais liberais na estrutura da organização criminosa, que contava com a atuação direta de um advogado e de duas corretoras de imóveis. Esses integrantes tinham como função principal formalizar contratos e transações imobiliárias para conferir uma aparência de legalidade aos bens e dinheiros tomados de forma ilícita.

A unificação de esforços entre as delegacias ocorreu após os suspeitos expandirem os crimes para cidades vizinhas como Campo Bom, Taquara e Nova Hartz, permitindo o cruzamento de dados e a confirmação de que os ataques partiam do mesmo núcleo. A operação desta sexta-feira mobilizou um efetivo de aproximadamente 60 policiais civis e somou-se a um histórico de 15 prisões que já haviam sido executadas pela Delegacia de Sapiranga ao longo do período de apuração dos fatos.

Porto Alegre 24 horas
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